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O número de brasileiros que vivem sozinhos segue em crescimento. Em 2024, 18,6% das unidades domésticas eram compostas por apenas um morador, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual representa um avanço de 6,4 pontos percentuais em comparação a 2012, quando era de 12,2%.
Apesar da alta, o arranjo nuclear — formado por casal, com ou sem filhos — continua predominante, respondendo por 65,7% dos lares em 2024, ante 68,4% em 2012. Já os domicílios classificados como “estendidos”, que incluem parentes além do núcleo principal, recuaram para 14,5% (eram 17,9% em 2012). As chamadas “compostas”, que abrangem pessoas sem parentesco, representaram 1,2% do total.
O levantamento mostra que morar sozinho é mais comum nas regiões Sudeste (19,6%) e Centro-Oeste (19%), enquanto o Norte tem a menor proporção (15,2%). Os arranjos nucleares são mais frequentes no Sul (67,5%) e menos no Norte (62,7%). Já os lares estendidos aparecem em maior proporção no Norte (20,5%) e no Nordeste (16,6%).
Perfil dos que vivem sozinhos
Entre os lares unipessoais, os homens são maioria (55,1%), contra 44,9% de mulheres. No Sul, elas estão em quase metade desses domicílios (47,3%), enquanto no Norte a proporção é de apenas 36,2%.
A composição etária mostra o envelhecimento desse grupo: 40,5% têm 60 anos ou mais, 47% estão entre 30 e 59 anos, e apenas 12,5% têm entre 15 e 29 anos. Entre os homens, a maioria (57,2%) está na faixa de 30 a 59 anos; entre as mulheres, predominam as idosas, que representam 55,5%.
Segundo o IBGE, a tendência está ligada à mudança na estrutura etária da população brasileira, com redução da participação de jovens até 34 anos e aumento da população acima dessa faixa etária ao longo da última década.