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A Polícia Civil de São Paulo deu início nesta quarta-feira (1º) a uma nova etapa do programa SP Mobile, voltado à recuperação de celulares roubados ou furtados em todo o estado. Nesta fase, cerca de 1,5 mil notificações foram enviadas a pessoas que estão em posse de aparelhos com restrição criminal.
Os celulares foram identificados após cruzamento de dados entre boletins de ocorrência e informações fornecidas pelas operadoras de telefonia. Quem receber a notificação terá três dias para comparecer à delegacia e comprovar a legalidade do aparelho ou devolvê-lo voluntariamente. Caso não atendam à intimação, os responsáveis podem responder por crime de receptação.
Segundo o coordenador do SP Mobile, Rodolfo Latif Sebba, “a maioria das pessoas notificadas nas fases anteriores alegou ter adquirido o celular de terceiros ou em estabelecimentos comerciais, sem saber da procedência do objeto”.
Além das notificações, a polícia realiza buscas com mandados judiciais e fiscalizações em estabelecimentos comerciais para identificar receptadores e desarticular redes de revenda de aparelhos. Em setembro, cerca de 300 celulares foram recuperados e devolvidos às vítimas após uma fase do programa.
Para efetivar a devolução, a Polícia Civil orienta que o número de identificação do celular (IMEI) seja informado no boletim de ocorrência, podendo ser encontrado na etiqueta da caixa ou na nota fiscal. Esse registro permite que o aparelho seja localizado e devolvido ao legítimo dono.
O SP Mobile é o primeiro sistema estadual a integrar ações de prevenção e repressão ao furto e roubo de celulares, fortalecendo o enfrentamento ao crime organizado e promovendo mais segurança à população. Iniciado na capital paulista, o projeto foi expandido para todo o estado em junho de 2025. Desde então, mais de 8 mil aparelhos foram recuperados, sendo 3,8 mil devolvidos aos proprietários.
Entre janeiro e agosto deste ano, 173,3 mil celulares foram furtados ou roubados em São Paulo, uma queda de 5% em relação ao mesmo período de 2024, quando ocorreram 181,5 mil casos.