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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a jornalista americana Shelly Renee Kittleson foi sequestrada em Bagdá. O crime ocorreu em uma rua da capital iraquiana e mostra a profissional sendo abordada por dois homens, que a forçam a entrar em um carro cinza-prata. Após um breve momento de resistência, os suspeitos também entram no veículo, que deixa o local em alta velocidade.
O caso mobilizou um grande aparato de segurança, incluindo perseguição pelas ruas da cidade. De acordo com autoridades locais, durante a tentativa de fuga, um dos veículos usados pelos criminosos foi interceptado e acabou capotando. Um suspeito foi preso, e um dos carros envolvidos no sequestro foi apreendido. No entanto, outros envolvidos conseguiram fugir levando a jornalista em um segundo veículo.
Oficiais dos Estados Unidos e do Iraque informaram que Kittleson já havia sido alertada sobre ameaças contra sua segurança dias antes do sequestro. Jornalista independente, ela atua há anos cobrindo conflitos no Oriente Médio, com passagens por países como Síria e Iraque.
Segundo Hussein Alawi, assessor do primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani, a jornalista tentou entrar no Iraque no início de março pela fronteira de Al-Qaim, vinda da Síria, mas teve a entrada negada por falta de autorização de trabalho e por questões de segurança ligadas à escalada de conflitos na região. Posteriormente, ela conseguiu ingressar no país com um visto temporário válido por 60 dias.
Kittleson chegou a Bagdá poucos dias antes de ser sequestrada e estava hospedada em um hotel da cidade. As autoridades iraquianas afirmam que agências de segurança e inteligência estão acompanhando o caso de perto e trabalham para localizar a jornalista.
Segundo a imprensa local, há indícios de que a jornalista ainda esteja sendo mantida em Bagdá. Segundo ele, as autoridades já possuem informações sobre os sequestradores, mas não divulgaram detalhes.
Autoridades americanas suspeitam do envolvimento do grupo Kataib Hezbollah, milícia ligada ao Irã e já associada a sequestros de estrangeiros. Até o momento, o grupo não assumiu a autoria do crime, e o governo iraquiano não confirmou oficialmente a identidade dos responsáveis.
O subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Assuntos Públicos, Dylan Johnson, afirmou que o governo americano já havia alertado a jornalista sobre os riscos. “O Departamento de Estado cumpriu seu dever ao avisar sobre as ameaças”, declarou.
As buscas continuam, enquanto cresce a pressão internacional por respostas e pela libertação da jornalista.