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Uma jornalista americana foi sequestrada nesta terça-feira em Bagdá, capital do Iraque, possivelmente pelo grupo terrorista Kataib Hezbollah, milícia xiita apoiada pelo Irã.
Shelly Kittleson, repórter freelancer especializada no Oriente Médio e Afeganistão, foi raptada por quatro homens não identificados próximos ao seu hotel, na região central da cidade, próximo ao Palestine Hotel, na rua Al-Saadoun. O Ministério do Interior iraquiano confirmou o sequestro e informou que as forças de segurança estão em perseguição aos suspeitos. Um veículo usado pelos criminosos foi interceptado e capotou durante a fuga, resultando na prisão de um suspeito. No entanto, Kittleson não estava no carro e seu paradeiro segue desconhecido.
O Departamento de Estado dos EUA afirmou, por meio de fonte não oficial, que está trabalhando com o governo iraquiano para garantir a libertação da jornalista.
Kittleson já colaborou com publicações como Al Monitor, Foreign Policy e The National, cobrindo conflitos e milícias na região. Ela estava em Bagdá para reportar os impactos da guerra entre EUA e Israel sobre o Irã.
O Kataib Hezbollah, grupo paramilitar xiita com fortes laços com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, é responsável pela morte de soldados americanos e faz parte do chamado “Eixo de Resistência”, que inclui Hamas e o Hezbollah libanês. A milícia é considerada terrorista pelos EUA, Emirados Árabes Unidos e Japão.
O sequestro de jornalistas no Iraque costuma estar ligado a atividades de milícias, tema frequentemente abordado por Kittleson. Em setembro de 2023, a pesquisadora israelense-russa Elizabeth Tsurkov foi sequestrada pelo mesmo grupo e libertada após meses de negociações, em caso que destacou a atuação das milícias pró-Irã no país.
O primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, afirmou que a libertação de Tsurkov foi “o resultado de esforços extensos de nossas forças de segurança ao longo de vários meses” e reforçou que o governo não tolerará compromissos que enfraqueçam a lei ou a autoridade do Estado.