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Por unanimidade, STF decide sobre igualdade salarial entre homens e mulheres; veja o que muda

Foto: Antonio Augusto/STF

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Supremo Tribunal Federal (STF) validou, por unanimidade, a Lei 14.611/23, conhecida como a Lei da Igualdade Salarial. A norma obriga que empresas com 100 ou mais funcionários adotem medidas para garantir que homens e mulheres recebam o mesmo salário ao exercerem a mesma função.

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O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da validade total da lei. Ele foi seguido por todos os demais ministros da Corte.

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O que a lei determina

A lei estabelece duas principais ferramentas para garantir a igualdade salarial:

Ferramenta Como funciona
Relatório de Transparência Salarial Publicado semestralmente pelas empresas
Plano de Ação Se detectada desigualdade, a empresa deve apresentar um plano para corrigir o problema

O que disse o ministro Alexandre de Moraes

O relator afirmou que a norma não é apenas uma escolha política, mas uma obrigação constitucional de combater a discriminação de gênero no trabalho.

Moraes lembrou que o Brasil está seguindo o exemplo de países como Estados Unidos e França, que já usam a transparência para fiscalizar empresas.

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Ele reforçou que os relatórios de salários servem para criar políticas públicas e que ninguém terá a privacidade exposta, pois os nomes dos funcionários não aparecem nos dados (dados anonimizados) – o que protege tanto as pessoas quanto o segredo de negócio das empresas.


Como votaram os ministros

Moraes foi seguido pelos ministros:

  • Flávio Dino

  • Cristiano Zanin

  • Kassio Nunes Marques

  • André Mendonça

  • Luiz Fux

  • Dias Toffoli

  • Gilmar Mendes

  • Cármen Lúcia

  • Edson Fachin

Unanimidade.

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O que os ministros entenderam

Os ministros entenderam que a exigência de relatórios semestrais não fere a privacidade das empresas, já que os nomes dos funcionários são omitidos.

A decisão confirma que as empresas deverão:

  1. Publicar relatórios de transparência salarial a cada seis meses

  2. Apresentar planos de ação caso sejam detectadas desigualdades

  3. Garantir que homens e mulheres recebam o mesmo salário para a mesma função


Próximos passos

Com a decisão do STF, a lei permanece válida e as empresas com 100 ou mais funcionários devem continuar cumprindo as exigências. O descumprimento pode gerar multas e sanções.

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