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Mais de um terço dos estudantes universitários dos Estados Unidos afirma já ter usado o celular durante relações sexuais. O dado faz parte de uma pesquisa realizada com cerca de 100 mil alunos maiores de 18 anos, conduzida por meio dos aplicativos de redes sociais YikYak e Sidechat.
Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados disseram que chegaram a checar mensagens ou assistir a vídeos curtos enquanto mantinham relações íntimas, o que reforça o impacto do uso constante de telas no comportamento da chamada geração Z.

Oleg – stock.adobe.com
O questionário também abordou outros temas relacionados à vida afetiva e sexual nos campi universitários. Cerca de 23% dos participantes afirmaram já ter feito sexo com o parceiro enquanto um colega de quarto estava presente no ambiente. Por outro lado, 72% disseram ter conhecido o parceiro atual ou mais recente presencialmente, e não por aplicativos ou redes sociais.
Os resultados contrastam parcialmente com a percepção de que a geração Z vive uma “recessão sexual”, mas indicam um cenário mais complexo. Especialistas apontam que muitos estudos sobre a queda da atividade sexual se concentram em adultos entre 22 e 34 anos, faixa etária diferente da maioria dos universitários ouvidos na pesquisa.
Grande parte dos jovens dessa faixa mais velha passou pela universidade e pelos primeiros anos no mercado de trabalho durante a pandemia de Covid-19, período marcado por isolamento social, ensino remoto e redução do convívio presencial, fatores que podem ter afetado a vida social e sexual.
Dados do National Survey of Family Growth mostram que a taxa de pessoas sem vida sexual aumentou entre adultos de 22 a 34 anos nos Estados Unidos. De acordo com o levantamento, 10% dos homens e 7% das mulheres dessa faixa etária afirmam ainda ser virgens. Uma análise do Institute of Family Studies aponta que, na última década, a falta de atividade sexual entre homens jovens praticamente dobrou, enquanto entre mulheres houve um crescimento de cerca de 50%.
A nova pesquisa sugere que o retorno às aulas presenciais pode estar influenciando os hábitos dos universitários mais jovens, que apresentam comportamentos diferentes dos adultos que viveram a transição para a vida adulta em meio às restrições da pandemia.
