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Governadores de estados que compõem a Amazônia Legal aproveitaram a reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (27) para defender a ajuda oferecida por outros países para combater os incêndios na Amazônia e preservar a floresta.
Neste mês a Noruega, principal doadora para o Fundo Amazônia, suspendeu as contribuições. Já a Alemanha sustou um financiamento de 35 milhões de euros para ações de proteção da floresta.
“Nós enfatizamos muito fortemente a necessidade da cooperação internacional, com defesa da soberania nacional claro. Porém, achamos que não é o momento de rasgar dinheiro. Sobretudo no que se refere ao Fundo Amazônia. Nós defendemos que seja retomado”, afirmou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
Macron e Bolsonaro trocam críticas desde a semana passada, quando teve início a crise diplomática entre França e Brasil provocada pela alta das queimadas na Amazônia. Como resposta às críticas recebidas por líderes estrangeiros, sociedade civil e celebridades, Bolsonaro autorizou o uso das Forças Armadas no combate aos incêndios nos nove estados da Amazônia Legal. Ele tem afirmado que países estrangeiros têm interesse na Amazônia em razão das riquezas da região e que o Brasil deve preservar sua soberania no local.
“Estamos perdendo muito tempo com o Macron. Eu acho que temos que cuidar do nosso país, tocar a vida. Estamos dando muita importância a esse tipo de comentário, não desprezando a importância econômica que a França pode ter”, afirmou o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) durante a reunião.
Após o encontro, Barbalho também reafirmou a necessidade de parcerias internacionais que tenham como contrapartida a preservação da floresta, que primeiramente é de interesse do Brasil.