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Uma troca de mensagens encontrada pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelou que ele enviou um recado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no mesmo dia em que foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025.
De acordo com informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a mensagem foi enviada na manhã daquele dia. No texto, Vorcaro escreveu ao magistrado: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Segundo a reportagem, Moraes respondeu logo em seguida, mas o conteúdo não pôde ser recuperado. Isso porque as respostas foram enviadas por meio de mensagens de visualização única, que desaparecem após serem lidas pelo destinatário.
A Polícia Federal localizou a conversa no celular de Vorcaro após ele ser detido pela primeira vez no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, quando tentava embarcar em um jato particular com destino a Dubai, com escala em Malta.
Meses depois, o banqueiro voltou a ser preso. A nova detenção ocorreu em 4 de março de 2026, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Atualmente, Vorcaro está detido em uma penitenciária estadual.
De acordo com os investigadores, também foram identificados outros diálogos entre o banqueiro e Moraes, datados de 1º de outubro de 2025. No entanto, novamente não foi possível acessar o conteúdo, pois as mensagens foram apagadas ou enviadas com visualização única. A investigação também aponta que houve telefonemas entre os dois.
Procurado pela jornalista, Moraes negou a veracidade das mensagens. Em nota, afirmou: “O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”.
A investigação da Polícia Federal também indica que, no dia em que enviou a mensagem ao ministro, Vorcaro já tinha conhecimento do inquérito que investigava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília, operação que poderia resultar em sua prisão e na liquidação do Banco Master.
Ainda naquele mesmo dia, segundo os investigadores, o banco realizou dois movimentos considerados estratégicos. O primeiro foi uma tentativa de impedir a execução da ordem de prisão contra o banqueiro, por meio de uma petição enviada à 10ª Vara Federal de Brasília, onde o caso tramitava sob sigilo.
O segundo movimento foi o anúncio, feito às pressas, da venda do Banco Master ao grupo Fictor, que, segundo comunicados enviados ao mercado, estaria associado a investidores árabes.