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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) o cancelamento dos ataques e bombardeios contra o Irã que estavam programados para ocorrer hoje à noite. A decisão de última hora foi tomada após as negociações com a República Islâmica avançarem significativamente, resultando em um acordo preliminar apoiado pelos principais atores políticos envolvidos na crise no Oriente Médio.
O comunicado foi feito por Trump através de sua rede social, a Truth Social, onde o mandatário explicou que o recuo ocorreu depois que as conversas foram elevadas às máximas autoridades de liderança iraquianas e iranianas.
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“Baseado no fato de que as discussiones com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível de liderança iraniana e aprovadas, eu, como presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã para esta noite”, escreveu o presidente norte-americano.
De acordo com Trump, o consenso envolve tanto os aspectos conceituais quanto os detalhes específicos do tratado. O processo de mediação contou com a participação de governos aliados e regionais, incluindo Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito.
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Apesar do avanço, os termos exatos do acordo não foram revelados e o processo ainda não está formalmente concluído. Por essa razão, Trump confirmou que uma das principais sanções militares recentes continuará ativa: “O bloqueio naval permanecerá plenamente em vigor até que esta transação seja finalizada”, alertou. A hora e o local da assinatura oficial serão divulgados em breve.
Escalada perigosa precedeu o acordo
O anúncio de paz surge no ápice de uma semana marcada por forte violência militar, ameaças globais ao comércio de combustíveis e ataques cruzados entre Washington e Teherão.
Horas antes do recuo de Trump, as Forças Armadas do Irã (através do Comando Central Jatam al Anbiya) haviam subido o tom, ameaçando uma resposta devastadora caso os EUA atacassem sua infraestrutura energética. O regime iraniano alertou que, se as suas exportações de gás e petróleo fossem afetadas, o comércio de combustíveis de outros países da região também seria inviabilizado, provocando um colapso e uma guerra regional generalizada.
O clima de guerra iminente havia se intensificado após Trump prometer publicamente atacar o Irã “esta noite com grande dureza”, após dois dias seguidos de bombardeios mútuos. O presidente americano chegou a ameaçar tomar o controle militar da ilha de Kharg — a principal base de exportação de petróleo do Irã —, afirmando que Washington poderia confiscar a indústria energética do país de forma semelhante ao que fez recentemente na Venezuela.
Até a manhã desta quinta-feira, a diplomacia parecia travada por divergências profundas sobre o programa nuclear iraniano, sanções econômicas e, principalmente, o controle do Estreito de Ormuz. O Irã havia anunciado o fechamento completo do estreito — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e mercadorias — em retaliação aos últimos ataques americanos, alegando que Washington havia quebrado o cessar-fogo estabelecido em abril deste ano.






















































