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O governo federal vai propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%. A ideia é conter a alta dos preços dos combustíveis. A proposta será oficializada em uma reunião do conselho prevista para daqui a duas semanas.
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A medida faz parte do programa “Combustível do Futuro”, desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que busca a transição energética dos combustíveis fósseis para opções mais limpas. Pelo projeto atual, a mistura obrigatória de etanol na gasolina pode variar entre 25% e 35%. Antes, o limite máximo era de 27,5%.
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O que diz o ministro
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o objetivo final é tornar o Brasil autossuficiente em gasolina, zerar as importações e reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o bolso do brasileiro.
“Nós sabemos que não é uma guerra nossa, mas que [faremos] todas as medidas necessárias para que a guerra possa ter o menor impacto possível no Brasil, como temos conseguido, tanto com as subvenções quanto com as desonerações, para que a gente possa chegar na bomba com o menor preço de combustível no Brasil” , disse Silveira em entrevista à imprensa nesta terça-feira (9).
O governo estima que a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Com isso, o país poderia zerar a dependência externa do combustível.
Preocupação com tarifas dos EUA
Durante a coletiva, o ministro também comentou sobre a proposta dos Estados Unidos de criar duas novas tarifas sobre produtos importados do Brasil. Silveira afirmou que está preocupado com as medidas.
“Estive com o presidente Lula no Salão Oval e saímos de lá convictos de que tínhamos 30 dias para negociar taxas e o equilíbrio comercial. Infelizmente, fomos surpreendidos, de forma irresponsável, pela taxação, que é derivada de intervenções de brasileiros nos EUA” , disse.
O ministro acrescentou que o presidente Lula tem sido “muito firme” e que reforçará, na próxima reunião de cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho, na França, que “o Brasil tem sua soberania garantida” .






















































