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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou o regime do Irã pelos ataques realizados pelos rebeldes houthis no Mar Vermelho, em meio às operações militares conduzidas por tropas americanas na região.
Em uma publicação na sua rede social Truth Social, Trump afirmou que Teerã está por trás de cada ofensiva e alertou que qualquer nova ação do grupo iemenita será respondida com “grande força”.
“Que ninguém se engane! Os centenas de ataques realizados pelos houthis, esses sinistros mafiosos e criminosos baseados no Iêmen, que são odiados pelo povo iemenita, emanam todos de, e são criados por, IRÔ, escreveu Trump.
Ele argumentou que Teerã mantém total controle sobre os houthis, fornecendo-lhes armas, financiamento, equipamentos militares avançados e inteligência. Em sua publicação, Trump advertiu que “cada disparo realizado pelos houthis será considerado, a partir de agora, como um disparo feito sob as ordens e com as armas do IRÃ. E o IRÃ será responsabilizado e sofrerá as consequências, que serão nefastas!”.
Enquanto isso, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que continua realizando ataques contra os houthis no Iêmen, no segundo dia consecutivo de operações militares. De acordo com o CENTCOM, as forças americanas mantêm a ofensiva contra os “terroristas houthis apoiados pelo Irã”.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os ataques continuarão até que os houthis cessem suas ofensivas contra embarcações e drones na região. Segundo ele, “esta campanha visa garantir a liberdade de navegação e restaurar a dissuasão”, acrescentando que a operação só terminará quando os ataques forem interrompidos. “Até lá, seremos implacáveis”, disse em entrevista à Fox News.
No sábado, forças dos EUA bombardearam posições dos houthis, resultando na morte de mais de 30 combatentes, segundo fontes locais. Hegseth destacou que os ataques americanos também enviam um recado ao Irã, principal aliado dos houthis.
O assessor de Segurança Nacional dos EUA, Mike Waltz, alertou que podem ser adotadas medidas militares diretas contra Teerã, caso continue apoiando os houthis. “Todas as opções estão sempre sobre a mesa”, afirmou Waltz, classificando como “completamente inaceitável” o apoio iraniano ao grupo rebelde, bem como a outros aliados, como Hezbollah, milícias no Iraque e Hamas.
Os houthis atacaram mais de 100 navios mercantes entre novembro de 2023 e janeiro deste ano, afundando duas embarcações e matando quatro marinheiros. Os líderes do grupo afirmam que os ataques são uma forma de pressionafr pelo fim da guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza.
Por sua vez, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que os recentes ataques militares americanos não foram uma ação isolada. “Fizemos isso porque estão bloqueando a liberdade de passagem do transporte marítimo internacional”, afirmou à NBC News.