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Após mais de nove meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), dois astronautas que ficaram retidos no espaço iniciaram nesta terça-feira (18) sua viagem de volta à Terra, encerrando uma missão prolongada que despertou atenção global.
A cápsula Crew Dragon, da SpaceX, desacoplou da ISS às 02h05 (horário de Brasília), conforme imagens transmitidas pela NASA, levando os astronautas de volta ao planeta.
Butch Wilmore e Suni Williams chegaram à estação espacial em junho de 2024 no primeiro voo tripulado da cápsula Starliner, da Boeing. Inicialmente, a missão deveria durar apenas oito dias, mas falhas nos propulsores da nave levaram a NASA a decidir que ela voltaria à Terra sem tripulação.
Na última sexta-feira (15), uma nova equipe de astronautas partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e chegou à ISS no domingo. O grupo é formado pelas norte-americanas Anne McClain e Nichole Ayers, pelo japonês Takuya Onishi e pelo cosmonauta russo Kirill Peskov.
A chegada da chamada Crew-10 permitiu que Wilmore e Williams deixassem a estação, junto com o astronauta Nick Hague e o cosmonauta Aleksandr Gorbunov.
“Sentiremos falta de vocês, mas tenham uma ótima viagem de volta para casa”, disse Anne McClain da ISS enquanto a cápsula se afastava a 418 km acima do Oceano Pacífico.
Após um último cumprimento à tripulação que permanece na estação, os quatro astronautas entraram na cápsula e fecharam a escotilha às 00h05, desacoplando duas horas depois. Caso não haja imprevistos, a Crew Dragon abrirá seus paraquedas para um pouso no mar, próximo à costa da Flórida, onde será resgatada por uma embarcação.
A permanência de Wilmore e Williams superou o período padrão de seis meses para rotação de tripulação da ISS e se tornou a sexta missão mais longa realizada por astronautas dos Estados Unidos. O recorde mundial ainda pertence ao cosmonauta russo Valeri Polyakov, que ficou 437 dias na estação Mir em 1995.
A situação dos astronautas presos na ISS gerou grande repercussão e até debate político. O ex-presidente dos EUA Donald Trump e Elon Musk, CEO da SpaceX, chegaram a sugerir que o então presidente Joe Biden teria abandonado os astronautas à própria sorte e rejeitado um plano de resgate anterior.
A NASA contratou SpaceX e Boeing após o fim do programa dos ônibus espaciais para garantir o transporte de astronautas à ISS até sua desativação, prevista para 2030. A ideia é substituir a estação por bases privadas, permitindo que a NASA concentre seus esforços em missões para a Lua e Marte.