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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo (13) que o país enviará sistemas de defesa aérea Patriot à Ucrânia, diante da escalada de ataques russos contra a população civil.
“Vamos enviar os Patriots, que eles precisam desesperadamente”, afirmou Trump, sem detalhar quantas unidades serão fornecidas. O anúncio ocorre apenas duas semanas após Washington ter sinalizado a suspensão de alguns envios de armamentos a Kiev.
Os Patriot são sistemas de mísseis terra-ar projetados para interceptar mísseis balísticos e proteger alvos estratégicos contra ataques aéreos. Cada bateria inclui um sistema de lançamento com até oito lançadores, radar terrestre, estação de controle e gerador. De acordo com o Exército dos EUA, existem atualmente 16 batalhões Patriot, operando cerca de 50 baterias com mais de 1.200 interceptadores, segundo relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de 2018.
Os Patriots começaram a ser enviados à Ucrânia durante o governo do ex-presidente Joe Biden, com apoio de diversos países europeus. O sistema é considerado essencial pelo governo ucraniano para conter mísseis de longo alcance utilizados pela Rússia desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Recentemente, o Departamento de Defesa dos EUA havia informado que, apesar da suspensão de alguns envios, o presidente ainda dispunha de opções militares robustas para apoiar Kiev. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, “o Departamento de Defesa continua fornecendo ao presidente opções sólidas de ajuda militar à Ucrânia, alinhadas ao objetivo de encerrar essa trágica guerra.”
Na última sexta-feira (11), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou que os envios de ajuda militar dos EUA foram retomados após uma breve interrupção. “O fornecimento foi retomado”, declarou Zelensky, acrescentando que a coordenação militar com Washington será intensificada, especialmente com o enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg.
O anúncio de Trump ocorre às vésperas da visita oficial do novo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, à capital americana. Ele se reunirá com o presidente norte-americano, além de altos funcionários como o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e parlamentares do Congresso.
A visita de Rutte acontece três semanas após a cúpula da OTAN em Haia, onde os países-membros concordaram em destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa, com cláusula de flexibilização para alguns países, como a Espanha. A chegada do secretário-geral coincide com a expectativa por uma “declaração importante” sobre a Rússia, que Trump prometeu anunciar nesta segunda-feira (14).
Na semana anterior, o presidente americano havia feito duras críticas ao presidente russo Vladimir Putin, afirmando que ele “fala muitas bobagens”, e disse estar avaliando uma proposta do Senado para impor “sanções muito severas” a Moscou.
O senador republicano Lindsey Graham, autor do projeto, afirmou à emissora CBS News que há apoio majoritário no Senado à iniciativa, que ganhava força em meio às dificuldades dos esforços diplomáticos dos EUA para avançar no processo de paz na Ucrânia. Segundo Graham, o projeto permitiria a Trump “atingir a economia de Putin e de todos os países que apoiam sua máquina de guerra.”