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Diante de desafios como superlotação de hospitais, esgotamento de profissionais e longas filas por cirurgias, sistemas de saúde ao redor do mundo buscam soluções inovadoras. Uma delas pode estar na robótica. A Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) está testando o uso de robôs humanoides como alternativa para apoiar rotinas médicas e reduzir a pressão sobre equipes de saúde.
Ao contrário dos robôs cirúrgicos tradicionais — caros e altamente especializados — os humanoides oferecem maior flexibilidade e custo mais acessível, o que os torna promissores para uma variedade de funções clínicas.
Pesquisadores da UCSD utilizaram o robô humanoide Unitree G1, equipado com mãos robóticas Inspire Gen4 e um sistema de teleoperação bimanual. Através de pedais, câmeras de captura de movimento e rastreadores HTC Vive, operadores humanos controlaram remotamente o robô para realizar sete tipos de procedimentos médicos.
As tarefas incluíram exames físicos, como auscultação com estetoscópio e palpação, até intervenções de emergência, como ventilação com máscara e tentativas de intubação. Embora tenha apresentado limitações em tarefas mais delicadas — como o controle de força e a sensibilidade dos sensores — o robô conseguiu executar a maioria das ações com precisão considerável.
Durante os testes, o Unitree G1 realizou injeções guiadas por ultrassom com 70% de sucesso entre operadores sem formação clínica, o que indica potencial uso da tecnologia em treinamentos. Na área de emergência, o robô obteve bons resultados na ventilação com bolsa-valva-máscara, mas ainda dependeu de ajuda humana para completar a intubação.
Com o envelhecimento populacional e a escassez de profissionais de saúde, os pesquisadores avaliam que robôs humanoides podem se tornar aliados importantes em ambientes hospitalares, especialmente em situações de resposta rápida e em regiões com acesso limitado a atendimento médico.
Segundo os responsáveis pelo estudo, embora a tecnologia ainda esteja em fase de desenvolvimento, os resultados iniciais indicam que robôs podem, no futuro, ajudar a reduzir tempos de espera, agilizar tratamentos e ampliar o acesso aos cuidados — inclusive em áreas rurais e carentes.