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O dólar encerrou esta quinta-feira (29) em queda, cotado a R$ 5,19, registrando o menor patamar de fechamento desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), operou em baixa na última hora do pregão, após alcançar um novo recorde na abertura do mercado.
O índice bateu 186 mil pontos por volta das 10h30, mas, ao longo do dia, reverteu o sinal e fechou aos 183.298,05 pontos, queda de 0,75%. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as taxas curtas dos DIs reduziram as perdas, enquanto as longas passaram a subir, acompanhando uma piora generalizada nos mercados após a abertura de Wall Street.
O movimento foi motivado por resultados corporativos abaixo do esperado no setor de tecnologia dos Estados Unidos, que impactaram o Ibovespa e provocaram alta do dólar frente ao real. Mais tarde, houve acomodação, com as taxas curtas voltando a registrar perdas maiores e as longas se aproximando da estabilidade.
O mercado segue atento às decisões de política monetária. Na quarta-feira (28), o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil decidiu manter a Selic em 15% ao ano.
No cenário doméstico, o destaque do dia foi o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelou a criação de 1,279 milhão de empregos formais em 2025. Os dados ajudam a calibrar expectativas sobre o ritmo da atividade econômica e podem influenciar projeções de futuros cortes na taxa básica de juros.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump criticou a decisão do Fed, afirmando no Truth Social que não havia motivos para manter os juros em nível elevado e que a medida prejudica a economia americana.
Investidores também acompanharam os pedidos semanais de auxílio-desemprego, os dados da balança comercial e a temporada de balanços corporativos, fatores que seguem influenciando a volatilidade do mercado financeiro.