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Milhões de espectadores ao redor do mundo acompanharam, neste domingo (8), a apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl 2026, um dos eventos televisivos mais assistidos do planeta. Apesar da enorme visibilidade e da grandiosidade do espetáculo, o cantor porto-riquenho recebeu apenas um cachê simbólico pela performance.
De acordo com regras do acordo sindical da SAG-AFTRA, entidade que representa intérpretes e músicos nos Estados Unidos, Bad Bunny teve direito apenas ao pagamento mínimo estipulado, estimado em cerca de 1.000 dólares por dia. A NFL, organizadora do evento, cobre apenas os custos operacionais, como transporte, hospedagem, alimentação e toda a logística necessária para a apresentação.
O valor chama a atenção, especialmente quando comparado aos salários dos jogadores da liga, que podem ultrapassar 50 milhões de dólares por temporada, e aos altos investimentos feitos na produção do espetáculo. Para se ter uma ideia, o show do intervalo de Jennifer Lopez e Shakira, em 2020, teve custo aproximado de 13 milhões de dólares, incluindo cenografia, tecnologia, deslocamentos e o pagamento de cerca de 3.000 profissionais envolvidos.
Essa política não é novidade. Na edição de 2024, Usher recebeu 671 dólares pela apresentação principal e cerca de 1.800 dólares pelos ensaios, segundo a revista Sports Illustrated. Em anos anteriores, artistas como Beyoncé, Prince, Madonna, Michael Jackson, Paul McCartney e Rihanna também se apresentaram sob as mesmas condições.
Em 2015, a NFL chegou a solicitar que artistas arcassem com custos para se apresentar no evento, justificando a visibilidade global oferecida. A proposta foi amplamente criticada e rejeitada pela indústria musical. Desde então, a liga manteve a prática de não cobrar, mas também de não pagar valores acima do mínimo sindical.
Mesmo com a remuneração reduzida, o Super Bowl é considerado uma vitrine estratégica para artistas. Após sua apresentação em 2018, Justin Timberlake registrou um aumento de 534% nas vendas de suas músicas no mesmo dia. Já Lady Gaga teve crescimento de 1.000% nas vendas digitais após o show de 2017.
No caso de Bad Bunny, a apresentação deste domingo reforçou seu alcance global. O cantor havia declarado, antes do evento, que pretendia levar “muita da minha cultura” ao palco do Super Bowl. O impacto foi potencializado pelo recente reconhecimento de seu álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, premiado no Grammy 2026.