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A quebra de sigilo bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, revelou movimentação de R$ 19,5 milhões em um período de quatro anos. Os dados foram obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS e dizem respeito a operações realizadas em uma conta no Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano.
De acordo com os registros analisados pela comissão, o total é composto por R$ 9,774 milhões em créditos — valores que entraram na conta — e R$ 9,758 milhões em débitos, referentes a saídas de recursos. As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles.
A quebra de sigilo fiscal e bancário de Lulinha foi aprovada no âmbito da CPI do INSS. Antes disso, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a Polícia Federal a examinar dados financeiros do empresário. A investigação busca apurar possíveis relações comerciais entre ele e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que foi preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
Nos documentos analisados pela CPI também aparecem três transferências feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho, que somam R$ 721,3 mil. A maior delas, de R$ 384 mil, ocorreu em 22 de julho de 2022, período em que Lula se preparava para iniciar a campanha eleitoral à Presidência. Outras duas transferências foram realizadas em 27 de dezembro de 2023.
Em nota, a defesa de Fábio Luís afirmou que as fontes de renda são “legítimas” e destacou que não há qualquer menção a elementos ligados às fraudes investigadas no INSS. Os advogados também recorreram ao STF pedindo a suspensão da quebra de sigilo aprovada pela CPI.
Segundo a defesa, as transferências feitas por Lula teriam ocorrido por diferentes motivos, como adiantamento de herança aos filhos, reembolso de despesas que Fábio Luís teria custeado durante o período em que o presidente esteve preso ou empréstimos à empresa L.I.L.S. Palestras, da qual o empresário possui participação.
Parte significativa das movimentações financeiras registradas teria origem em rendimentos de investimentos e transações entre empresas de Lulinha. Entre elas estão a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia, ambas sediadas em São Paulo e com capital social de R$ 100 mil. Com a LLF Tech, a movimentação registrada foi de R$ 2,3 milhões, enquanto a G4 somou R$ 772 mil.
Os dados também indicam pagamentos feitos a antigos sócios da extinta empresa Gamecorp. Segundo os registros, Lulinha transferiu R$ 750 mil para Kalil Bittar e R$ 704 mil para Jonas Suassuna Filho. As investigações continuam em análise no âmbito da CPI.
