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O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixou a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, no fim da manhã desta sexta-feira (6), após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua transferência para um presídio federal em Brasília.
A mudança foi autorizada na noite de quinta-feira (5), após pedido da Polícia Federal (PF). Segundo a corporação, a transferência era necessária para preservar a integridade física do banqueiro e garantir maior segurança durante a investigação.
Na decisão, Mendonça afirmou que o presídio federal da capital — o mais recente entre as cinco unidades de segurança máxima do país — possui estrutura mais adequada para impedir que Vorcaro possa “mobilizar redes de influência” com o objetivo de interferir na condução das investigações ou no cumprimento de decisões judiciais.
O ministro também destacou que a unidade prisional fica mais próxima da sede do STF e da Polícia Federal, o que permitiria acompanhamento mais direto da custódia do investigado.
“Nesse contexto, a custódia do investigado em unidade prisional dotada de regime de segurança diferenciado e monitoramento mais rigoroso revela-se medida apta a preservar a efetividade da prisão preventiva e a mitigar riscos institucionais associados à elevada sensibilidade da investigação, inclusive, e pelas mesmas razões, servindo como forma de melhor garantir da integridade física do próprio preso”, diz o despacho.
Vorcaro foi levado sob escolta da Penitenciária II de Potim até o Aeroporto de São José dos Campos, em um trajeto de cerca de 82 quilômetros. De lá, ele embarcou em uma aeronave da Polícia Federal com destino a Brasília.
O voo entre o interior paulista e a capital federal dura aproximadamente 1h40, e a chegada do empresário estava prevista para o início da tarde desta sexta-feira.
Daniel Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira (4) no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que aponta que ele teria chefiado uma milícia privada destinada a ameaçar e coagir pessoas consideradas adversárias.
De acordo com a PF, as evidências incluem mensagens obtidas a partir de apenas um dos seis celulares apreendidos durante a operação. O material segue sob análise das autoridades e pode ampliar o alcance das investigações nos próximos dias.