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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (25), a prorrogação do horário de votação até as 19h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A legenda alega que a redução da circulação de ônibus prejudicou o deslocamento de eleitores durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026.
O pedido foi apresentado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Protocolada às 13h22, a petição foi encaminhada à Presidência do TSE e aguardava decisão do ministro Kassio Nunes Marques até aquele momento.
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Segundo a federação, houve redução ou suspensão da circulação de ônibus nas três cidades durante a manhã, provocando longas esperas em pontos e terminais e dificultando a chegada dos eleitores aos locais de votação.
Em Salvador, o partido afirma que a frota em circulação estava mais de 50% abaixo do volume habitual dos dias úteis. A legenda também relata que veículos continuaram parados em garagens mesmo após uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para restabelecer integralmente o serviço.
A decisão, assinada pelo presidente do TRE-BA, Mauricio Kertzman Szporer, estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. O episódio também levou a Justiça Eleitoral a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza.
PT pede alternativas para garantir o voto
Além de solicitar a extensão da votação até as 19h, a federação pediu, alternativamente, que o horário fosse ampliado pelo mesmo período em que a ordem de restabelecimento dos ônibus ficou sem cumprimento.
O partido também solicitou que os juízos eleitorais distribuíssem senhas a todos os eleitores presentes nos locais de votação às 17h, inclusive nas áreas externas e nos acessos aos prédios.
Outro pedido prevê a manutenção da gratuidade do transporte público e de uma frequência equivalente à dos dias úteis por pelo menos duas horas após o encerramento da votação, para facilitar o retorno dos eleitores.
A petição cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a falta de transporte gratuito, com frequência compatível com a dos dias úteis, pode restringir o exercício do direito ao voto, especialmente entre a população de menor renda.
Antes do protocolo, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da equipe jurídica da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a legenda esperava uma reunião do plenário do TSE para analisar o pedido com urgência.
“Vamos pedir, sim, a ampliação do horário, para que todos possam votar. Esse é o nosso desejo”, declarou durante uma coletiva de imprensa em São Paulo.
Impasse sobre adesivos em ônibus de Salvador
Na capital baiana, ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens durante a manhã, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).
A prefeitura atribuiu o impasse a uma situação envolvendo adesivos com o número 13, associado ao PT, colocados nos veículos por sindicalistas. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que ônibus de um dos consórcios só começaram a circular após a retirada do material, que classificou como propaganda eleitoral irregular.
A Semob informou ter determinado a liberação de todos os veículos, inclusive os que estavam adesivados, e orientado a operação com a frota máxima para garantir o deslocamento dos eleitores.
PT também questiona transporte em São Paulo
O coordenador jurídico da campanha de Lula afirmou que o partido também acionou a Justiça Eleitoral para relatar problemas no transporte público da capital paulista. Segundo ele, a legenda recebeu informações de que apenas 60% da frota de ônibus estaria em circulação.
Marco Aurélio relatou que eleitores enfrentavam longas esperas para chegar aos locais de votação.
A Prefeitura de São Paulo informou que havia comunicado as empresas de ônibus no sábado (24), após determinação do TRE-SP, para que as linhas operassem com a frota e a programação previstas para dias úteis.
Em uma ação apresentada à 1ª Zona Eleitoral da capital, o PT pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade e do presidente da SPTrans, alegando descumprimento de ordem judicial e assédio eleitoral. A legenda também solicitou a extensão do horário de votação em São Paulo.
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