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A economia brasileira iniciou 2026 com a criação de 112,3 mil empregos com carteira assinada em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De acordo com o levantamento, foram registradas 2,2 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões no período, resultando no saldo positivo. Apesar disso, o número representa uma queda de 27,2% em relação a janeiro de 2025, quando o país havia gerado cerca de 154,4 mil vagas formais.
O desempenho também foi o mais fraco para meses de janeiro desde 2023. Nos anos anteriores, o saldo foi de 254,5 mil vagas abertas em 2021; 167,4 mil em 2022; 90,09 mil em 2023; e 173,1 mil em 2024. Em 2020, houve fechamento de 112,1 mil postos de trabalho.
O salário médio de admissão ficou em R$ 2.389,50 em janeiro, valor superior ao registrado em dezembro de 2025 (R$ 2.312,76), já descontada a inflação. Na comparação com janeiro do ano passado, quando o salário médio foi de R$ 2.348,20, também houve aumento real.
Os dados do Caged consideram apenas trabalhadores com carteira assinada e não incluem os informais. Analistas alertam que comparações com períodos anteriores a 2020 devem ser feitas com cautela devido à mudança na metodologia aplicada pelo governo.
Ao final de janeiro de 2026, o Brasil contabilizava 48,57 milhões de empregos formais, acima dos 48,46 milhões registrados em dezembro e dos 47,35 milhões apurados em janeiro de 2025.
Os números mostram ainda que quatro dos cinco setores da economia apresentaram saldo positivo de empregos no primeiro mês do ano, reforçando a tendência de expansão, ainda que em ritmo mais moderado.
