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Polícia Científica descarta possibilidade de bebê ter sido velada viva em SC
Foto: Reprodução/Redes sociais

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Polícia Científica descarta possibilidade de bebê ter sido velada viva em SC

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A Polícia Científica descartou a possibilidade de que a bebê de 8 meses, retirada do próprio velório em Santa Catarina após mexer a mão, estivesse viva durante a cerimônia. O laudo pericial confirmou que o tempo de morte é compatível com o horário do óbito registrado no hospital. O caso começou a ser investigado no sábado, 19 de outubro.

De acordo com o Ministério Público, que acompanha a investigação, a criança teria apresentado batimentos cardíacos fracos e temperatura corporal normal durante o velório, realizado em Correia Pinto, na Serra Catarinense.

A funerária responsável pela cerimônia reafirmou que a bebê teria mexido a mão durante o evento.

O pediatra João Guilherme Bezerra Alves, ouvido pelo site g1, esclareceu que movimentos involuntários após a morte podem ocorrer devido à atividade residual nos músculos, como espasmos, contrações musculares ou liberação de gases.

O laudo pericial de urgência, elaborado pela Polícia Científica no domingo, 20 de outubro, já havia atestado a ausência de sinais vitais durante o velório. O Ministério Público, que solicitou agilidade na perícia, aguarda agora a conclusão do laudo anatomopatológico para determinar a causa da morte e verificar se houve negligência no atendimento médico inicial.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as causas e responsabilidades sobre o caso, com a intenção de ouvir todos os envolvidos. No entanto, a corporação adiantou que não divulgará detalhes da investigação.

O Corpo de Bombeiros foi acionado na noite de sábado e examinou a criança utilizando um estetoscópio. Os socorristas relataram que a bebê apresentava batimentos cardíacos fracos e que, após testes nas pernas, não havia sinais de rigidez. No entanto, as pupilas da criança estavam contraídas e não reagiam à luz, um indicativo de morte. Além disso, foram identificados edemas no pescoço e atrás das orelhas.

O pediatra João Guilherme Bezerra Alves destacou que movimentos involuntários após a morte são possíveis, e podem ser causados por atividade residual nos músculos, particularmente em bebês, cujos sistemas muscular e nervoso ainda podem estar mais reativos.

Ele explicou que esses movimentos são resultado de reações químicas que ocorrem nos músculos por um curto período após a morte, antes que o corpo entre em estado de rigidez.

Embora esses movimentos possam ser perceptíveis, o especialista reforçou que não indicam qualquer sinal de vida, sendo reflexos involuntários.

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