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Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram neste domingo (3) na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em um ato convocado por aliados do ex-chefe do Executivo. A manifestação, que ocorreu simultaneamente em outras cidades do país, teve como principais pautas o apoio a Bolsonaro, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pedidos de anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Durante o protesto, os manifestantes entoaram palavras de ordem como “fora Lula” e “fora Moraes”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O magistrado foi alvo de duras críticas ao longo da manifestação.
A concentração foi marcada por bandeiras do Brasil e também dos Estados Unidos. Parte dos manifestantes levou faixas e cartazes em apoio ao ex-presidente americano Donald Trump, que recentemente anunciou que Alexandre de Moraes foi enquadrado na Lei Magnitsky — legislação usada pelos EUA para aplicar sanções contra estrangeiros acusados de violar direitos humanos ou praticar corrupção.
Copacabana now! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷
BRASIL NA RUA*Via @FlavioBolsonaro pic.twitter.com/BQIdGXECQK
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 3, 2025
Trump também impôs, na última semana, tarifas de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil. Segundo o próprio republicano, a medida seria uma forma de pressionar o governo brasileiro diante de supostas interferências no Judiciário.
BRASIL NA RUA
Copacabana – RJ. pic.twitter.com/DRWAN38SgD
— Partido Liberal – PL 22 (@plnacional_) August 3, 2025
Impedido de comparecer ao ato por conta de restrições impostas por Alexandre de Moraes — como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair de casa aos fins de semana — Bolsonaro participou por telefone. Ele foi colocado no viva-voz pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que discursou no carro de som e foi um dos organizadores do protesto.
Também participou do evento o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que fez um discurso em apoio ao ex-presidente e à pauta dos manifestantes.
O ato reforça a mobilização da base bolsonarista diante do avanço das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro e das medidas judiciais adotadas contra o ex-presidente e seus aliados.