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Uma pesquisa da AtlasIntel, encomendada pela Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira (14), revela que os brasileiros demonstram baixo nível de confiança nas principais instituições do país e apresentam opiniões divididas sobre a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e a invasão do Congresso, STF e Palácio do Planalto em 8 de janeiro de 2023.
Confiança nas instituições
Segundo o levantamento, apenas 12% confiam no Congresso Nacional, enquanto 81% não confiam. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem confiança de 49% e rejeição de 51,3%. O governo federal registra 47% de confiança e 52% de desconfiança. As Forças Armadas tiveram desempenho ainda inferior, com 58% dos entrevistados afirmando não confiar no Exército.
Outras instituições avaliadas:
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Polícia Federal: 49% confiam, 39% não confiam, 12% não sabem
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Polícia Civil: 60% confiam, 26% não confiam, 14% não sabem
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Polícia Militar: 56% confiam, 34% não confiam, 9% não sabem
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Banco Central: 46% confiam, 39% não confiam, 15% não sabem
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Prefeituras: 46% confiam, 39% não confiam, 15% não sabem
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Governos estaduais: 43% confiam, 49% não confiam, 9% não sabem
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Igreja Católica: 53% confiam, 33% não confiam, 14% não sabem
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Igrejas evangélicas: 32% confiam, 46% não confiam, 22% não sabem
Invasão de 8 de janeiro e responsabilidade de Bolsonaro
A pesquisa mostra que 62,3% consideram a invasão do Congresso, STF e Planalto completamente injustificada, enquanto 23,9% acham parcialmente justificada. Apenas 8,2% julgam a ação completamente justificada. Mais de 83% discordam da ocupação realizada pelos manifestantes.
Sobre a responsabilização de Bolsonaro, exatamente metade (50%) não acredita que ele foi responsável pelos ataques, enquanto 48,8% consideram que sim. Quanto à prisão domiciliar do ex-presidente decretada pelo STF em 4 de agosto, 52,1% são contrários. O ex-presidente é réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Percepção sobre punições e anistia
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51,1% consideram que as punições aos manifestantes foram exageradas;
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35,3% acham que foram adequadas;
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11,6% consideram insuficientes.
Quanto a uma eventual anistia ampla a líderes políticos e manifestantes investigados, 51,2% são contrários e 46,9% a favor.
Avaliação do STF e seus ministros
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51,1% discordam que a maioria dos ministros do STF demonstra competência e imparcialidade;
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47,9% concordam;
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1% não sabe.
A percepção sobre uma suposta “ditadura do Judiciário” está dividida:
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45,4% acreditam que o Brasil vive sob ditadura judicial;
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43,3% afirmam que o Judiciário cumpre seu papel;
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11,2% consideram que há abusos, mas não se trata de ditadura.
A imagem de ministros do STF apresentou variação significativa:
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Alexandre de Moraes: 49% positiva, 51% negativa
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Cármen Lúcia: 46% positiva, 49% negativa
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Flávio Dino: 46% positiva, 50% negativa
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Cristiano Zanin: 41% positiva, 48% negativa
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André Mendonça: 37% positiva, 40% negativa
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Roberto Barroso: 36% positiva, 53% negativa
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Edson Fachin: 32% positiva, 48% negativa
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Luiz Fux: 31% positiva, 46% negativa
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Dias Toffoli: 30% positiva, 50% negativa
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Gilmar Mendes: 29% positiva, 56% negativa
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Nunes Marques: 25% positiva, 44% negativa
Decisões recentes envolvendo Bolsonaro
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Sobre a inelegibilidade por 8 anos, os entrevistados ficaram divididos: 50,1% discordam, 49,5% concordam.
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Em relação à prisão domiciliar, 52,1% são contrários e 47% a favor.
A pesquisa foi realizada de 3 a 6 de agosto de 2025, com 2.447 brasileiros de 16 anos ou mais, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.