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Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, foi morta a tiros na madrugada de hoje (15) durante um confronto entre facções criminosas no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Polícia Militar.
A criminosa, que ganhou notoriedade por exibir sua rotina em redes sociais para cerca de 70 mil seguidores, estava foragida desde 2023. Segundo a polícia, o tiroteio envolveu traficantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP), facção à qual Eweline havia se filiado recentemente. O confronto é o quinto episódio de violência registrado na região em meio à intensa disputa por território.
Eweline foi encontrada morta em Cascadura, a quilômetros do local do confronto, com marcas de tiros na cabeça e no tórax. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso.
Natural de Santa Catarina, a “Diaba Loira” teve sua trajetória no crime iniciada após ser vítima de uma tentativa de feminicídio em 2022, quando foi atacada a facadas pelo ex-companheiro. Em depoimento, ela relatou que o episódio a motivou a entrar para o tráfico em busca de proteção. A Polícia Civil catarinense confirmou a agressão, mas também revelou que na época, a vítima já mantinha vínculos com criminosos.
Antes de se envolver com as facções, Eweline mantinha uma vida aparentemente estável, com empregos formais e uma empresa registrada em seu nome. A mudança de vida foi retratada por ela nas redes sociais, que exibiam a rotina com a família antes de se tornar uma traficante com vídeos portando fuzis.
A vida de Eweline no crime em Santa Catarina incluiu duas prisões em 2023 por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, com provas de que se preparava para executar desafetos de sua facção. Após um novo pedido de prisão, ela fugiu para o Rio de Janeiro em 2024, buscando abrigo em redutos do Comando Vermelho.
Já no Rio de Janeiro, ela ganhou o apelido de “Diaba Loira” e se tornou notória na internet. Em junho, Eweline foi vista atirando contra policiais durante uma operação na Gardênia Azul. Em vídeos, ela deixava clara a sua migração de facção e o seu desprezo por criminosos rivais. “É para eu ter medo? Eu estava do lado de vocês esse tempo todinho, sei que vocês são despreparados”, dizia em um dos vídeos.
