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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado em um hospital particular de Brasília sem previsão de alta, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (17) por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O comunicado informa que houve uma “melhora parcial” após hidratação e tratamento medicamentoso, mas que o quadro será reavaliado ao longo do dia para definir a necessidade de permanência hospitalar.
Bolsonaro foi levado ao Hospital DFStar na tarde de terça-feira (16), após apresentar soluços persistentes, tontura, vômitos, queda de pressão arterial e pré-síncope. De acordo com os médicos, ele chegou desidratado, com frequência cardíaca elevada e pressão baixa.
Exames realizados apontaram anemia e alteração da função renal, incluindo elevação nos níveis de creatinina. Uma ressonância magnética do crânio foi feita para investigar episódios recorrentes de tontura, mas não revelou alterações agudas.
Eis a íntegra do boletim:
“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DFStar na tarde do dia 16 de setembro devido ao quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope. Chegou na emergência do hospital desidratado, com elevação da frequência cardíaca e queda da pressão arterial.
Foram realizados exames laboratoriais e de imagem para investigação diagnóstica. Os exames evidenciaram persistência da anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina.
ealizou ressonância magnética do crânio para elucidação de quadro de tontura recorrente, que não mostrou alterações agudas. Houve melhora parcial após hidratação e tratamento medicamentoso. Será reavaliado ao longo do dia para definição da necessidade de permanência em ambiente hospitalar”.
O ex-presidente chegou ao hospital em comboio policial, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e de seguranças da Polícia Penal. Um helicóptero também seguiu o trajeto a partir da residência da família, no Jardim Botânico, até a unidade de saúde.
A internação ocorre poucos dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e liderança de organização criminosa. O julgamento, concluído em 11 de setembro, terminou em 4 votos a 1: os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela condenação, enquanto Luiz Fux defendeu a absolvição.