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As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público do Estado (MPRJ), deram início nesta segunda-feira (29) a uma operação para conter a expansão territorial do Comando Vermelho nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Até o momento, 12 pessoas foram presas.
A força-tarefa cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá. Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) — tropas de elite da PM — foram recebidas a tiros, sobretudo na Gardênia Azul, segundo relatos das autoridades.
Em represália, traficantes bloquearam importantes vias da região. Na Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, que liga a Freguesia à Cidade de Deus, barricadas em chamas interditaram ambos os sentidos. Um caminhão e um ônibus da linha 368 (Riocentro-Candelária) foram utilizados como barreiras. Já na Avenida Ayrton Senna, no Anil, uma mulher roubou as chaves de coletivos das linhas 315 (Recreio-Central) e 415 (Caxias-Barra da Tijuca), bloqueando temporariamente a pista lateral; entulho foi incendiado na pista principal, mas a PM interveio. O trânsito precisou ser desviado e linhas de ônibus tiveram itinerários alterados.
Parte dos presos chegou a fazer um motorista refém antes de se render; no veículo foram apreendidas armas e drogas. Ninguém se feriu durante o episódio.
De acordo com a investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap), 32ª DP (Taquara), 41ª DP (Tanque) e Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), “as células atuantes na Gardênia Azul e na Cidade de Deus desempenham papel fundamental na logística de expansão do Comando Vermelho em toda a região”.
A operação também evidenciou que os traficantes utilizam violência armada para intimidar a população e até expulsar moradores. Além disso, drones são usados para monitorar as incursões policiais.
Por segurança, a Secretaria Municipal de Saúde informou que duas unidades de saúde suspenderam temporariamente o atendimento, enquanto outras três mantêm o serviço interno, mas cancelaram atividades externas, como visitas domiciliares.
A operação contou ainda com o apoio da Polícia Civil do Pará, responsável pela prisão de uma jovem apontada como elo entre criminosos de ambos os estados.