Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Uma nova pesquisa indica que a probabilidade de sobrevivência a uma parada cardíaca fora do hospital é menor durante a noite, mesmo após melhorias nos serviços de emergência nos últimos dez anos. O estudo foi liderado por Joshua M. Kimbrell, da Faculdade de Medicina Albert Einstein.
A investigação analisou dados de 874.415 adultos atendidos por emergências. Os resultados mostram que pacientes que sofrem paradas cardíacas noturnas têm:
-
16% menos chances de sobreviver com boa função cerebral
-
15% menos chances de recuperar o pulso normal
Os números
A taxa de recuperação do pulso variou de:
-
30,6% durante o dia
-
25,8% à noite
A sobrevivência com bom prognóstico neurológico caiu de:
-
9,3% durante o dia
-
6,7% à noite
Perfil dos pacientes e horário crítico
O estudo focou em adultos fora de instituições para idosos. Dos participantes:
-
64% eram homens
-
Idade média: 64 anos
-
Mais de 80% das paradas ocorreram em residências
O pico crítico ocorre entre 1h e 6h da manhã – período em que a queda na chance de desfecho favorável varia entre 20% e 22% em comparação com o meio-dia.
Tempo de resposta das ambulâncias
O tempo médio de chegada das ambulâncias é:
-
7 minutos à noite
-
6 minutos durante o dia
Essa diferença de 1 minuto explica apenas 12,6% da disparidade observada na sobrevivência.
Fatores de risco adicionais
Os pesquisadores identificaram o período noturno como um fator de risco independente, pois a desvantagem persiste mesmo quando as equipes de emergência já estão presentes ou as condições iniciais são consideradas ótimas.
O que ainda não se sabe
As causas exatas da diferença permanecem desconhecidas devido à falta de dados sobre:
-
Qualidade da reanimação realizada
-
Agilidade na identificação da parada cardíaca
-
Acesso a desfibriladores externos automáticos (DEA)
Diferenças demográficas
Pacientes afrodescendentes estão super-representados nas paradas cardíacas noturnas:
-
22,3% à noite
-
20,2% durante o dia
A incidência em domicílios também é maior à noite (88,8% contra 81% durante o dia).
Conclusão
Apesar dos avanços nos sistemas de emergência, a diferença entre os desfechos noturnos e diurnos se mantém sem alterações desde 2013.
Fonte: StudyFinds / Faculdade de Medicina Albert Einstein

















































