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Chances de sobreviver a uma parada cardíaca caem até 22% entre estas horas; estudo aponta o motivo

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Uma nova pesquisa indica que a probabilidade de sobrevivência a uma parada cardíaca fora do hospital é menor durante a noite, mesmo após melhorias nos serviços de emergência nos últimos dez anos. O estudo foi liderado por Joshua M. Kimbrell, da Faculdade de Medicina Albert Einstein.

A investigação analisou dados de 874.415 adultos atendidos por emergências. Os resultados mostram que pacientes que sofrem paradas cardíacas noturnas têm:

  • 16% menos chances de sobreviver com boa função cerebral

  • 15% menos chances de recuperar o pulso normal

Os números

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A taxa de recuperação do pulso variou de:

  • 30,6% durante o dia

  • 25,8% à noite

A sobrevivência com bom prognóstico neurológico caiu de:

  • 9,3% durante o dia

  • 6,7% à noite

Perfil dos pacientes e horário crítico

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O estudo focou em adultos fora de instituições para idosos. Dos participantes:

  • 64% eram homens

  • Idade média: 64 anos

  • Mais de 80% das paradas ocorreram em residências

pico crítico ocorre entre 1h e 6h da manhã – período em que a queda na chance de desfecho favorável varia entre 20% e 22% em comparação com o meio-dia.

Tempo de resposta das ambulâncias

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O tempo médio de chegada das ambulâncias é:

  • 7 minutos à noite

  • 6 minutos durante o dia

Essa diferença de 1 minuto explica apenas 12,6% da disparidade observada na sobrevivência.

Fatores de risco adicionais

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Os pesquisadores identificaram o período noturno como um fator de risco independente, pois a desvantagem persiste mesmo quando as equipes de emergência já estão presentes ou as condições iniciais são consideradas ótimas.

O que ainda não se sabe

As causas exatas da diferença permanecem desconhecidas devido à falta de dados sobre:

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  • Qualidade da reanimação realizada

  • Agilidade na identificação da parada cardíaca

  • Acesso a desfibriladores externos automáticos (DEA)

Diferenças demográficas

Pacientes afrodescendentes estão super-representados nas paradas cardíacas noturnas:

  • 22,3% à noite

  • 20,2% durante o dia

A incidência em domicílios também é maior à noite (88,8% contra 81% durante o dia).

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Conclusão

Apesar dos avanços nos sistemas de emergência, a diferença entre os desfechos noturnos e diurnos se mantém sem alterações desde 2013.

Fonte: StudyFinds / Faculdade de Medicina Albert Einstein

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