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Um estudo da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) revela que 36% das bebidas comercializadas no Brasil são falsificadas, número que cresceu 9% em 2024 em comparação a 2023. A pesquisa alerta que, sem maior fiscalização ou redução da carga tributária, o volume de vendas ilícitas deve se manter elevado em 2025, especialmente diante de dificuldades econômicas ou alta tributação.
O debate sobre a procedência de bebidas alcoólicas ganhou destaque nos últimos dias em São Paulo após casos de intoxicação por metanol. Até o momento, o Estado registrou 37 casos, sendo 10 confirmados e 27 em investigação. Além disso, há uma morte confirmada e cinco sob apuração. Em Pernambuco, quatro casos seguem em investigação, incluindo duas mortes.
Na última terça-feira (30), a Vigilância Sanitária interditou o Bar Ministrão, nos Jardins, após uma cliente relatar perda de visão após consumir bebida alcoólica no local. Na quarta-feira (1º), a Polícia Civil realizou operação em supermercados e adegas suspeitos de vender bebidas adulteradas, incluindo o BBR Supermercado e a BB Bebilar Bebidas, na Bela Vista, apontada como fornecedora do bar.
Segundo o estudo da Fhoresp, a fiscalização é fundamental para reduzir o número de produtos falsificados. “Se não houver mudanças substanciais na fiscalização e/ou redução da carga tributária, a tendência para 2025 é de manutenção do volume de vendas ilícitas”, alerta a pesquisa.
O Ministério da Saúde também orientou estados e municípios a notificarem imediatamente qualquer suspeita de intoxicação por metanol e a adotarem diretrizes para conduzir adequadamente os casos, garantindo comunicação rápida das ocorrências, segundo nota técnica enviada na terça-feira (30).
O levantamento evidencia que a combinação de controle rigoroso, ação das autoridades e conscientização da população é essencial para reduzir os riscos associados à venda e consumo de bebidas adulteradas.