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A Receita Federal dispensou do cargo de chefia o auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, alvo de investigação da Polícia Federal (PF) que apura o suposto vazamento de informações de ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares, incluindo dados de uma enteada do ministro Gilmar Mendes.
A decisão de afastamento do cargo de chefia foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (19), sem detalhar os motivos, e não representa exoneração do cargo de auditor fiscal. Mansano já estava afastado das funções públicas por determinação do STF, no contexto da investigação.
O auditor exercia o cargo de substituto eventual do chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, interior de São Paulo.
Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão na terça-feira (17), autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Além da busca, ele teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, foi afastado das funções públicas e proibido de deixar sua cidade. O auditor também deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, e seu passaporte foi apreendido.
Entre os quatro investigados, Mansano é o que possui a maior remuneração. Servidor desde 27 de novembro de 1995, ele recebe atualmente R$ 38.261,86, valor que chegou a R$ 51.675,41 em dezembro de 2025, considerando gratificações e outros benefícios.
A investigação segue em andamento, com foco no possível acesso indevido a informações sigilosas de ministros do STF e de seus familiares.