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O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em conversas por aplicativo com a namorada, Martha Graeff, que já promoveu festas com até 300 garotas de programa e que isso fazia parte de seu “business” (negócio, em inglês). Os diálogos foram interceptados pela Polícia Federal (PF) após a quebra do sigilo telemático do empresário e vieram à tona em meio às investigações que envolvem o banqueiro. O conteúdo foi compartilhado com a CPI do INSS e divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Em uma das mensagens, datada de 18 de agosto de 2025, Graeff cobra Vorcaro por ele seguir 16 “putas” em uma rede social. “Tenho nojo do tipo de trabalho que essas mulheres fazem”, escreveu ela, referindo-se a garotas de programa.
Na resposta, o empresário afirma que já chegou a seguir um número ainda maior de perfis e tenta explicar a situação à namorada. “Mas eu não fiquei com essas mulheres. Fazia parte do meu business. Nunca te escondi o que fiz e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo”, disse o banqueiro na conversa.
As mensagens passaram a integrar o material analisado no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que compartilhe eventuais provas sobre a possível participação de autoridades federais em festas promovidas por Vorcaro.
Segundo informações encaminhadas ao tribunal, os eventos teriam ocorrido em Trancoso, na Bahia. O caso é relatado no TCU pelo ministro Jorge Oliveira, após solicitação do Ministério Público de Contas.
No último dia 28, Oliveira pediu ao relator do processo no STF, ministro André Mendonça, o envio de eventuais provas que possam ajudar nas apurações. No despacho, o ministro afirmou que o tribunal deve “adotar todos os meios para avaliação de eventuais irregularidades”.
Para ele, o episódio tem ligação direta com a crise que envolve o Banco Master. Segundo escreveu, o caso “possui conexão umbilical com os graves fatos que permeiam a crise e a liquidação do Banco Master” e, por se tratar de tema de “alta sensibilidade e relevância”, deve continuar em tramitação.
Mais cedo, a defesa de Vorcaro também acionou o STF para pedir investigação sobre o vazamento de informações extraídas do celular do empresário. Os advogados afirmam que dados sensíveis foram divulgados, incluindo “conversas íntimas” e “supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes”.