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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito de uma investigação sobre fraudes financeiras bilionárias. O voto do ministro Nunes Marques se somou aos de André Mendonça e Luiz Fux, que também apoiaram a manutenção da detenção. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes. O julgamento ocorre no plenário virtual e vai até o dia 20 de março.
Vorcaro cumpria prisão domiciliar em São Paulo, mas foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga toda a estrutura criminosa ligada ao banco. Segundo a Polícia Federal, ele comandava o grupo chamado “A Turma”, responsável por obter informações sigilosas, intimidar adversários e cooptar funcionários do Banco Central.
A investigação apontou quatro núcleos principais de atuação do esquema:
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Financeiro: fraudes contra o sistema financeiro;
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Corrupção institucional: cooptação de servidores do Banco Central;
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Ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro: uso de empresas interpostas;
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Intimidação e obstrução da justiça: monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.
A Segunda Turma do STF é composta por André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. Toffoli se declarou suspeito para julgar todos os processos do Banco Master após a Polícia Federal encontrar mensagens trocadas entre ele e Vorcaro.
No voto, Mendonça destacou que a decisão não se aplica a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que faleceu na prisão. Fora isso, a prisão de Vorcaro segue válida, sendo considerada necessária pelo STF para impedir que ele interfira nas investigações e continue a atividade criminosa do grupo.