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A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), dentro de casa, no bairro Caratoíra, em Vitória. O autor do crime foi o namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que tirou a própria vida logo após o ataque.
Segundo as investigações, o crime pode ter sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte do policial. De acordo com a delegada Raffaella Aguiar, responsável pelo caso, há indícios de que a vítima tentava se separar de um homem descrito como “possessivo e extremamente controlador”.
Dayse foi atingida por cinco tiros na cabeça enquanto dormia no quarto da filha, de 8 anos. Conforme as autoridades, o suspeito invadiu a residência utilizando uma escada para acessar a marquise, o que reforça a hipótese de premeditação.
O chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, afirmou que o caso é tratado como feminicídio. Após cometer o crime, Diego foi até a cozinha da casa e se suicidou.
Mesmo diante de relatos de comportamento violento, como uma tentativa anterior de enforcamento mencionada pelo pai da vítima, Carlos Roberto Teixeira, não havia registros formais de denúncias contra o policial.
Segundo o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Boni, há fortes indícios de que o crime foi planejado. Na mochila do suspeito, foram encontrados itens como faca, canivete, álcool, carregadores de munição, alicate e isqueiro.
A Polícia Rodoviária Federal informou que Diego atuava em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e ingressou na corporação em 2020. Os celulares da vítima e do suspeito foram encaminhados para perícia, que deve ajudar a esclarecer a motivação do crime.
A cena indica que Dayse foi surpreendida enquanto dormia e não teve chances de defesa, embora haja sinais de que ela ainda tentou reagir antes de ser atingida. O caso segue sob investigação.
