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O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é alvo da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (12), sob autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura suspeitas de fraude em licitações no governo do Rio de Janeiro.
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O que está sendo investigado
A PF apura irregularidades em contratos de R$ 200 milhões firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) para castração e esterilização de animais. Queiroz era o titular da pasta na época.
As suspeitas incluem superfaturamento e direcionamento das licitações para empresas específicas.
A empresa investigada
Segundo investigações anteriores da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio, a empresa Consuvet — que venceu a licitação — foi criada apenas três meses antes dos contratos milionários.
Antes da licitação, Antônio Emílio Santos era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura. Ele autorizou a abertura da licitação e, pouco depois, tornou-se sócio da Consuvet.
Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em oito meses, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil em dezembro de 2023.
Irregularidades apontadas
- O comprovante de que a Consuvet era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da empresa ser criada.
- A empresa só obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária depois da assinatura do contrato.
A operação
A Polícia Federal cumpre 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e capital) e em São Paulo (São Roque e Mairinque).
O deputado foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. Seu celular foi apreendido.
A investigação tramita no STF porque envolve autoridade com foro privilegiado.
O que diz o deputado
Em declaração anterior, quando o caso foi revelado pelo RJ2 em março de 2025, Marcelo Queiroz afirmou que lamentava o vazamento de um procedimento sigiloso no qual seu nome era mencionado “com base em ilações e conjecturas, sem nenhum respaldo em fatos e provas”.
Ele disse que todos os contratos durante sua gestão foram assinados a partir de pregões eletrônicos.
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