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🧡 Ver Ofertas na ShopeeLaudo aponta “precipitação voluntária” e queda de cerca de três segundos em posição vertical; namorado, João Munhoz Neto, permanece preso e é investigado por induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e violência psicológica
A Polícia Civil do Ceará afirmou nesta quarta-feira (23) que exames periciais e imagens de câmeras de segurança indicam que a estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, se jogou do 23º andar do prédio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A informação foi apresentada durante uma coletiva de imprensa realizada pela manhã.
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Segundo o perito-geral Júlio Torres, o laudo pericial constatou uma “precipitação voluntária”. “Ela caiu em posição vertical e a queda durou cerca de três segundos. Tem uma câmera que corrobora com essa dinâmica fornecida pela perícia”, afirmou.
Apesar da conclusão técnica, o delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, afirmou que a investigação continua para esclarecer pontos como a possibilidade de auxílio, a movimentação no prédio e o que pode ter motivado a morte.
“Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária. Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava”, declarou.
Últimos momentos
De acordo com as imagens analisadas, Isabelle ficou cerca de uma hora e meia no 23º andar antes da queda, período em que permaneceu mexendo no celular.
“O que nós podemos falar é que ela passou um bom tempo se comunicando com algumas pessoas ao telefone, mandando mensagens e interagindo com pessoas, mas nós não podemos divulgar isso para não atrapalhar as investigações”, explicou o delegado-geral.
Possível apagamento de provas
A Polícia Civil também apura se João Munhoz Neto tentou destruir provas após voltar ao condomínio na manhã seguinte à morte de Isabelle.
Segundo o delegado, ele retornou ao local para procurar o celular da namorada. O aparelho estava no bolso da jovem no momento da queda e foi entregue à família dela, mas posteriormente encaminhado para perícia.
Testemunhas disseram à polícia que o apartamento passou por uma limpeza e foi colocado à venda. Ainda conforme os investigadores, João foi à residência horas após a morte de Isabelle para pegar seus pertences, saiu do local com malas e apagou perfis nas redes sociais, sem informar às autoridades ou à família da vítima onde poderia ser encontrado. Ele também teria pedido ao administrador do edifício que não permitisse a entrada de familiares dela no local.
“O fato de ele não se apresentar e não constituir advogados para esclarecer os fatos, em nenhum momento se colocou à disposição para esclarecimentos dos fatos, foi levado em conta pelas autoridades. Isso culminou na medida de prisão”, afirmou Gutiérrez.
Celular danificado
Com o impacto da queda, o aparelho de Isabelle ficou seriamente danificado. As equipes técnicas conseguiram recuperar apenas as mensagens enviadas e recebidas até as 2h da manhã do dia 13, por meio de um backup em nuvem.
O histórico compreendido entre as 2h e as 20h40 — horário estimado do óbito — não pôde ser restaurado.
Contexto do caso
Isabelle morreu após cair do 23º andar do condomínio onde morava com o namorado, na noite de 13 de setembro. Momentos antes, a jovem aparece em registros de câmeras de segurança no hall de entrada e, depois, no elevador, a caminho do apartamento. Mais tarde, ela aparece novamente, subindo para o rooftop.
O laudo cadavérico apontou que Isabelle morreu por politraumatismo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, as lesões encontradas eram “compatíveis com o impacto contra o solo”.
Exames preliminares não apontaram agressões posteriores à queda. O toxicológico também teve resultado negativo, sem detecção de drogas ou medicamentos no organismo da estudante antes da morte.
Prisão mantida
João Munhoz Neto teve a prisão cautelar mantida. Ele é investigado pelos crimes de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e violência psicológica.
A advogada dele afirma que o homem não estava no edifício no momento da queda e justificou que ele estava desaparecido por estar abalado com o ocorrido. Ela também revelou que João era casado com outra mulher, mas está em processo de divórcio.
A última conversa conhecida entre Isabelle e a mãe ocorreu na noite de domingo (13). Segundo Isorlanda Caracristi, a filha enviou a mensagem “Mãe, eu te amo” por volta das 19h.
Isorlanda tentou contato com a filha na manhã seguinte, mas não obteve retorno e procurou João, quando percebeu que ele a havia bloqueado nas redes sociais. A mãe foi, então, ao condomínio e afirma que só naquele momento soube, por meio da síndica, que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já havia sido encaminhado ao IML.
Violência psicológica
A investigação aponta que a jovem vivia sob uma rotina de vigilância e controle exercida pelo companheiro. Mensagens recuperadas do celular de Isabelle revelam uma “sequência progressiva de vigilância”.
A polícia destaca que a estudante relatou sentir-se “ameaçada, manipulada, pressionada, sobrecarregada e presa”. Segundo o material, Isabelle afirmava que as atitudes de João “lhe faziam mal e a adoeciam”.
Um primo de Isabelle relatou que recebeu uma ligação da universitária na qual ela afirmava “não suportar mais João”. A chamada foi feita uma semana antes da morte.
Na ocasião, a jovem se dizia cansada devido ao ciúme excessivo e à proibição de manter contato com familiares e colegas de trabalho. Durante a chamada, o familiar contou ter ouvido a voz de João ao fundo, ordenando: “desliga esse telefone, estou mandando”.
Sugestões de manchetes
Como você já havia sinalizado que prefere não entregar na manchete o conteúdo das mensagens, eu evitaria revelar os detalhes dessa última parte.



































































