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Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar prendeu na manhã desta segunda-feira (8) sete pessoas acusadas de chefiar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, no centro da capital. A droga abastecia a região da Cracolândia e o grupo também é suspeito de chantagear moradores que aceitavam deixar a comunidade.
O principal alvo da operação foi a prisão de Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, conhecido como “Leo do Moinho”, que chefiava o tráfico no local e foi preso no ano passado. As investigações revelaram que, mesmo na prisão, Leo do Moinho continuava dando ordens e que Alessandra se apresentava como líder comunitária para defender os interesses do irmão, que é integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A filha de Alessandra também foi presa na ação.
A investigação aponta que o grupo criminoso “manipulava e financiava movimentos sociais” para dificultar a remoção de famílias do Moinho, uma ação do governo estadual para transformar a área em um parque. Desde abril deste ano, o governo de São Paulo oferece moradia a quem vive na favela, e pouco mais da metade dos moradores já deixou o local.
Além de Alessandra e sua filha, foram presos José Carlos Silva, que teria sido escolhido como substituto de Leonardo na liderança; Jorge de Santana, responsável por armazenar drogas e armas; Leandra Maria, líder de uma célula de tráfico na Cracolândia; Paulo Rogério, encarregado da distribuição de drogas; e Cláudio Celestino, envolvido com tráfico e cobrança de propinas.
A operação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. O Ministério Público afirma que a Favela do Moinho ainda serve como esconderijo de armas e base do PCC.