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O banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, sócio e gestor do Banco Master, foi solto no início da tarde deste sábado (29), após a Justiça revogar sua prisão preventiva na noite de sexta-feira (28). Ele deixou o Centro de Detenção Provisória 2 (CDP 2), em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde estava detido desde a última segunda-feira (4), após passar dias sob custódia da Polícia Federal em São Paulo.
A decisão, assinada pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), substitui a prisão de Vorcaro por um conjunto de medidas cautelares. A magistrada avaliou que, diante da “ausência de periculosidade”, era possível aplicar alternativas ao encarceramento.
Medidas impostas pela Justiça
Vorcaro deverá:
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se apresentar periodicamente à Justiça;
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não manter contato com os demais investigados;
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não sair do município onde reside;
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entregar o passaporte;
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não exercer atividades de natureza financeira;
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usar tornozeleira eletrônica.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a libertação do banqueiro e dos outros quatro investigados, afirmando que “conforme decisão judicial, ele será monitorado eletronicamente pelo Centro de Controle e Operações Penitenciárias da Polícia Penal do Estado de São Paulo”.
A operação e as acusações
Vorcaro foi preso por agentes da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo as investigações, ele é apontado como o líder de um esquema de manipulação financeira envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
As apurações fazem parte da operação “Compliance Zero”, que investiga um suposto esquema responsável por um prejuízo superior a R$ 12 bilhões. O caso envolve:
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emissão de carteiras de crédito consideradas “insubsistentes”;
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manipulação contábil para captação de recursos no mercado financeiro;
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violação de normas do sistema financeiro nacional.
As autoridades destacaram que o esquema era marcado por “sofisticação e estruturação”, com participação coordenada de diversos agentes econômicos.
Decisão estendida a outros investigados
Além de Vorcaro, tiveram a prisão revogada:
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Augusto Ferreira Lima,
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Luiz Antonio Bull,
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Alberto Feliz de Oliveira,
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Ângelo Antonio Ribeiro da Silva.
A desembargadora entendeu que não havia justificativa para tratamento distinto entre os investigados e estendeu a todos as mesmas medidas cautelares.
Apesar da gravidade das acusações, a magistrada ressaltou que “a substituição da prisão por um conjunto de medidas cautelares robustas mostra-se suficiente para acautelar o meio social e prevenir eventual reiteração delitiva”.