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Uma interrupção no controle do tráfego aéreo provocou a suspensão temporária de pousos e decolagens nos aeroportos de São Paulo na manhã desta quinta-feira (9), após a evacuação do prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), em Congonhas, por causa da presença de fumaça no local.
A informação foi confirmada pelo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Faierstein. Segundo ele, a paralisação não foi causada por pane elétrica, mas sim por uma medida de precaução após a identificação de fumaça em uma área do prédio.
“Não houve nenhuma pane, isso não é verdade. O que ocorreu é que apareceu uma fumaça em uma área do prédio do Decea e, por precaução, os funcionários foram orientados a deixar o local”, afirmou.
O prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado à Força Aérea Brasileira, precisou ser evacuado até a chegada do Corpo de Bombeiros, que avaliou a situação. Segundo a Anac, não houve feridos nem registro de danos a equipamentos.
Mais cedo, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, chegou a mencionar a hipótese de um vazamento de gás na torre. No entanto, até o momento, a causa exata da fumaça não foi confirmada.
Com a interrupção do controle aéreo, todos os pousos e decolagens foram suspensos por cerca de uma hora, afetando diretamente a operação nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. A concessionária Aena Brasil informou que a operação em Congonhas ficou paralisada por mais de uma hora, enquanto a GRU Airport indicou retomada parcial dos voos após o incidente.
Em Viracopos, foram registrados atrasos e cancelamentos ao longo da manhã. Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, houve ao menos 10 atrasos de chegada, 19 de partidas, além de cancelamentos em voos de chegada e saída.
A Anac estima que cerca de 8 mil passageiros tenham sido afetados pela interrupção, que ocorreu entre 9h30 e 10h06 (horário de Brasília). Apesar do curto período de paralisação, os impactos se estenderam ao longo do dia, com atrasos em cascata na malha aérea.
Em nota, o Decea informou apenas que houve uma “interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico-operacional na região de São Paulo”, sem detalhar a causa da fumaça. O órgão afirmou ainda que as atividades já foram restabelecidas e que o caso será apurado internamente.
Diante da situação, a Anac informou que está monitorando as companhias aéreas para garantir assistência aos passageiros e a reacomodação nos voos. A agência também avalia a possibilidade de ampliar o horário de funcionamento do Aeroporto de Congonhas para reduzir os impactos operacionais.
