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Os metroviários de São Paulo ameaçam entrar em greve a partir desta quarta-feira (13). A assembleia para decidir a paralisação será realizada no começo da noite desta terça-feira (12). A Justiça já determinou as regras de funcionamento mínimo do Metrô caso a greve seja deflagrada.
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A decisão é da desembargadora Maria Cristina Christianini Trentini, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), publicada nesta terça-feira (12).
Funcionamento mínimo
Se houver greve, os trabalhadores deverão manter:
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100% dos serviços e do efetivo nos horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h)
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60% nos demais horários
Multa por descumprimento
O sindicato poderá ser multado em R$ 200 mil por dia se descumprir a determinação.
Proibições
A decisão proíbe o sindicato de praticar atos que impeçam:
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O acesso de trabalhadores ao local de trabalho
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O trânsito normal dos trens
Um oficial de justiça do TRT-2 ficará responsável pela fiscalização.
As reivindicações dos metroviários
A pauta apresentada pelos trabalhadores tem 11 itens, entre eles:
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Reajuste salarial
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Participação nos lucros e resultados (PLR) igualitária
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Concessão de “steps” (reajustes adicionais) sem limitação percentual
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Ampliação da escala 4x2x4
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Plano de carreira e isonomia salarial
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Abono salarial
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Acesso gratuito ao sistema metroferroviário
Negociação
A empresa manifestou disposição para negociar apenas parte das reivindicações. Não houve cláusula de paz (compromisso de não fazer greve durante as negociações).
O que for decidido na assembleia desta terça-feira (12) definirá se a greve começará na quarta (13).
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