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O publicitário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi e sócio do portal LeoDias, prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (12) sobre o “Projeto DV” — um suposto esquema de contratação de influenciadores para atuar em favor do Banco Master e contra o Banco Central do Brasil.
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Como surgiu o projeto
Miranda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em julho de 2024, durante negociações para a venda de uma participação no portal Leo Dias. Após a primeira prisão do banqueiro, o publicitário teria se oferecido para ajudá-lo a superar o que chamou de “crise de reputação”, propondo um plano de “reconstrução de imagem” ao custo de R$ 3,5 milhões por mês.
Segundo ele, a estratégia foi acertada em uma reunião na casa de Vorcaro, em 12 de dezembro de 2025, dias após o banqueiro ter sido solto por decisão da desembargadora Solange Salgado, do TRF-1.
O que previa o projeto
O “Projeto DV” incluía:
- Criação de perfil no Instagram, site próprio e canal no YouTube para Vorcaro
- Publicação de pautas em “veículos de relevância, como Folha e Estadão”
- Repercussão dessas matérias por influenciadores contratados
“Não era para atacar o Banco Central”, afirmou Miranda. Segundo ele, havia uma cláusula nos contratos proibindo ataques a órgãos públicos e a tentativa de “sujar a imagem de pessoas públicas”.
No entanto, a apresentação do projeto, obtida pela coluna, trazia temas como:
- “Renato Dias e o histórico do BC”
- “Os erros do BC”
- “Febraban contra um banco?”
- “Memes”
Pagamentos a influenciadores
Os contratos previam valores variados, de acordo com o tamanho dos perfis e a frequência das postagens:
- Luiz Bacci: R$ 500 mil
- Not Journal: R$ 30 mil
- Paulo Cardoso (4,3 milhões de seguidores): recebeu para levantar suspeitas sobre o BC
- Marcelo Rennó (1,2 milhão de seguidores): acusou o BC de promover uma “liquidação a jato” suspeita
Miranda entregou à PF oito contratos fechados em dezembro com perfis como Fofoquei, Alfinetada, Tricotei, Queironica, Easy Fatos, GPS, Not Journal e Luiz Bacci. Todos os contratos foram rescindidos em janeiro, após a divulgação do esquema.
Envolvimento de marqueteiro ligado a Flávio Bolsonaro
A Folha de S.Paulo revelou que o “Projeto DV” apontava Marcello Lopes, marqueteiro do pré-candidato Flávio Bolsonaro, como estrategista ao lado de Miranda e do publicitário Anderson Nunes.
Lopes recebeu um Pix de R$ 650 mil de Miranda no dia seguinte à reunião com Vorcaro.
Miranda negou a participação do marqueteiro no projeto. Já Lopes afirmou que a transferência se referia a serviços prestados anteriormente.
Duração do projeto
Segundo Miranda, o projeto durou cerca de 20 dias e foi suspenso após a revelação dos pagamentos pela imprensa. De acordo com ele, foram gastos apenas os R$ 3,5 milhões referentes ao primeiro mês.
A investigação da PF
Para a Polícia Federal, o esquema não era “pueril”, mas formado por “profissionais do crime, que atuam de forma coordenada”. O inquérito foi instaurado em janeiro de 2026.
Vorcaro está preso preventivamente desde março na Superintendência da PF em Brasília, onde negocia um acordo de delação premiada. A defesa dele informou que não irá se manifestar.























































