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Na madrugada desta quinta-feira (30), a escritora Lya Luft faleceu em Porto Alegre (RS), segundo sua filha, Suzana Luft. Natural de Santa Cruz do Sul, ela tinha 83 anos. Lya faleceu em casa.
Segundo Suzana, Lya lutava há 7 meses contra um melanoma, câncer descoberto já com metástase. Ficou internada, mas pediu para ir para casa antes do Natal.
Ainda segundo a filha, Lya morreu enquanto dormia. A cerimônia de despedida deve ser restrita à família.
Lya começou a trabalhar com o mundo literário no começo dos anos 1960, como tradutora de obras em alemão e inglês.
Entre 1964 e 1978, publicou três livros. No entanto, só passou a se considerar “escritora” a partir de 1980, quando, com mais de 40 anos, escreveu o seu primeiro romance, “As Parceiras”, que teve repercussão nacional.
Entre obras que chamaram a atenção nacionalmente, estão: “Exílio” (1987), “O Lado Fatal” (1989), “A Sentinela” (1994) e “O Rio do Meio” (1996). Esse último título recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte por obra de ficção. Também em 1996, foi eleita patrona da Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2001, recebeu o Prêmio União Latina de Melhor Tradução Técnica e Científica, pela obra “Lete: Arte e Crítica do Esquecimento”, de Harald Weinrich.
Lya Luft se tornou mais conhecida após o lançamento de “Perdas & Ganhos”, em 2003. Considerada um best-seller, a obra chegou em sua 40ª edição, com mais de 600 mil exemplares vendidos, de acordo com a Editora Record. O título ganhou edições em inglês, alemão, espanhol, francês e italiano.
Em 2013, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo livro “O Tigre na Sombra (2012)”, eleita a melhor obra de ficção do ano na categoria romance.