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A Apple prevê um aumento significativo no impacto das tarifas em seus custos entre os meses de julho e setembro, o quarto trimestre fiscal para a fabricante do iPhone. Segundo Tim Cook, CEO da multinacional, a expectativa é que a conta relacionada aos encargos comerciais chegue a aproximadamente US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,9 bilhões).
Esse valor representa um aumento de cerca de 37,5% em comparação com os US$ 800 milhões (aproximadamente R$ 4,3 bilhões) registrados no trimestre de abril a junho, cujos resultados foram divulgados ontem pela empresa.
Durante uma conferência com analistas, Tim Cook indicou que “a situação em torno dos aranceles está evoluindo”. Ele acrescentou que, se não houver mudanças no cenário, a companhia estima que o impacto das tarifas somará cerca de US$ 1,1 bilhão aos custos da Apple. O executivo ressaltou que o aumento do impacto se deve principalmente ao crescimento esperado no volume de produtos da empresa.
Estratégias para Mitigação e Investimento nos EUA
Cook destacou que a Apple está buscando mitigar o efeito das tarifas otimizando sua cadeia de suprimentos. Além disso, a empresa espera “fabricar mais nos Estados Unidos” após comprometer um investimento de US$ 500 bilhões (aproximadamente R$ 2,7 trilhões) no país para os próximos quatro anos.
Desempenho Financeiro Sólido
Apesar dos desafios tarifários, a Apple apresentou um sólido desempenho financeiro. A empresa registrou um lucro líquido de US$ 23,434 bilhões (cerca de R$ 126,5 bilhões) entre abril e junho, seu terceiro trimestre fiscal. Este resultado representa um avanço de 9,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
As vendas líquidas da Apple no terceiro trimestre fiscal totalizaram US$ 94,036 bilhões (aproximadamente R$ 507,7 bilhões), um crescimento anual de 9,6%, impulsionado pela alta nas receitas em todas as regiões de atuação.
Especificamente, as vendas da Apple nas Américas cresceram 9,3% anualmente, atingindo US$ 41,198 bilhões (R$ 222,4 bilhões); na Europa, o aumento foi de 9,7%, com US$ 24,014 bilhões (R$ 129,6 bilhões); no Japão, a receita cresceu 13,4%, chegando a US$ 5,782 bilhões (R$ 31,2 bilhões); e na China, o crescimento foi de 4,3%, totalizando US$ 15,369 bilhões (R$ 83 bilhões).
Destaque para iPhone e Serviços
Em relação aos produtos e linhas de negócio, a Apple arrecadou US$ 44,582 bilhões (R$ 240,7 bilhões) com as vendas do iPhone, um aumento de 13,4%. As vendas de Mac faturaram 14,8% a mais, alcançando US$ 8,046 bilhões (R$ 43,4 bilhões), enquanto as vendas de iPad diminuíram 8,1%, totalizando US$ 6,581 bilhões (R$ 35,5 bilhões).
Por outro lado, o faturamento com serviços aumentou 13,2%, chegando a US$ 27,423 bilhões (R$ 148 bilhões), e as vendas de acessórios alcançaram US$ 7,404 bilhões (R$ 40 bilhões), uma queda de 8,5%.
Nos primeiros nove meses do seu exercício fiscal, a Apple obteve um lucro líquido de US$ 84,544 bilhões (R$ 456,4 bilhões), 7% acima do resultado do ano anterior. As vendas da gigante de Cupertino somaram US$ 313,695 bilhões (R$ 1,7 trilhão), um aumento de 5,9%.
“A Apple tem orgulho de anunciar hoje um recorde de receita para o trimestre de junho, com um crescimento de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, assim como um crescimento global em todos os segmentos geográficos”, declarou Tim Cook.
Kevan Parekh, diretor financeiro da Apple, destacou que a base instalada de dispositivos ativos atingiu um novo recorde histórico em todas as categorias de produtos e segmentos geográficos.
Perspectivas e Dividendo
O conselho de administração da Apple declarou um dividendo em dinheiro de US$ 0,26 por ação ordinária da companhia, que será pago em 14 de agosto aos acionistas registrados até o fechamento das operações em 11 de agosto de 2025.
Para seu quarto trimestre fiscal, o diretor financeiro da Apple anunciou que a empresa espera que suas receitas totais cresçam entre um dígito médio e um dígito alto anualmente. Isso inclui um aumento da receita de serviços a um ritmo anual similar ao do terceiro trimestre fiscal.
A Apple também projeta uma margem bruta entre 46% e 47%, já considerando o impacto estimado das tarifas de US$ 1,1 bilhão. Os gastos operacionais são previstos entre US$ 15,6 bilhões e US$ 15,8 bilhões (R$ 84,2 bilhões e R$ 85,3 bilhões).
Com informações da Europa Press.