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A NASA realizou nesta quarta-feira (1º) o lançamento da missão Artemis II, enviando quatro astronautas em uma jornada de nove dias e meio ao redor da Lua e retorno à Terra. A janela de lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), foi aberta às 19h24 (horário de Brasília), e o foguete decolou às 19h35, momento registrado no vídeo acima.
Esta é a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972, e marca o retorno dos seres humanos ao espaço lunar após mais de 50 anos. A última ida à Lua ocorreu durante a missão Apollo 17.
A tripulação é formada pelo comandante Reid Wiseman, pelo piloto Victor Glover e pelas especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen. Durante a viagem, eles terão uma visão inédita do lado mais distante da Lua e devem estabelecer um novo recorde de distância da Terra, chegando a 406 mil km.
Cerca de duas horas antes da abertura da janela de lançamento, o foguete havia sido classificado como “NO-GO” devido a um problema em um sistema de segurança crucial. A falha foi resolvida por volta das 17h15, permitindo que a contagem regressiva prosseguisse e o lançamento fosse bem-sucedido às 18h35.
A missão Artemis II é considerada um voo-teste, com o objetivo de avaliar os sistemas da cápsula Orion e do veículo de lançamento, preparando o terreno para futuras missões tripuladas que devem levar astronautas a pousar na Lua em 2028.
Além do caráter histórico, a Artemis II tem importância estratégica. O sucesso da missão permitirá à NASA demonstrar capacidade e segurança em viagens tripuladas ao espaço profundo e representa mais um passo na corrida espacial contra a China, que também busca presença lunar e possíveis bases no satélite natural da Terra.
Antes de ocorrer, a missão sofreu sucessivos atrasos. Inicialmente prevista para fevereiro, a decolagem foi adiada para março e só agora pôde ser realizada em abril. Os adiamentos estiveram ligados a problemas operacionais na nave, incluindo o abastecimento do veículo e o sistema de fluxo de hélio do estágio superior do foguete.
A Artemis II é, portanto, muito mais que um marco histórico: é um teste crucial que definirá a capacidade da NASA de conduzir missões humanas seguras e bem-sucedidas à Lua, consolidando o retorno dos astronautas americanos ao espaço profundo.