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A onda de calor que atinge o Brasil desde o início de novembro levou o país a bater dois recordes seguidos de consumo de energia elétrica. Para dar conta da demanda, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) criou uma espécie de força-tarefa, que incluiu o uso dos reservatórios de hidrelétricas, termelétricas a carvão, a gás e a diesel, além da importação de energia de países vizinhos, como Uruguai e Argentina.
Segundo o ONS, o consumo de energia começou a crescer por volta das 13h e se manteve elevado até as 15h. O recorde foi registrado na segunda-feira, 14 de novembro, às 14h17m, quando o consumo ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 mil megawatts (MW), chegando a 100.955 MW. A marca anterior, de 97.659 MW, era de 26 de setembro.
No momento do novo recorde, o atendimento foi feito por hidrelétricas (59,8%), solar (19,6%), térmicas (11,5%) e eólicas (9,5%). Nos primeiros dias de novembro, a alta no consumo chegou a 16,8%. Até sexta-feira, 18 de novembro, o ONS, segundo o Programa Mensal de Operação (PMO), destacou que a temperatura vai aumentar em todo o país e haverá menos chuvas.
A interligação dos sistemas elétricos do Brasil e do Uruguai está sendo realizada durante cerca de quatro horas por dia, especialmente no fim da tarde e início da noite. Esses momentos são os de maior consumo de energia.
Em entrevista para a CNN Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o acionamento do sistema interligado reduz a necessidade de ligar as termelétricas movidas a carvão e ajuda a assegurar o sistema energético. No entanto, ele ressaltou que não há problema de energia no país.
“Nós estamos em um pico de carga nesse calor de 100 gigawatts, mais ou menos. Eu determinei à Empresa de Planejamento Energético que rapidamente apresente um estudo sobre a potência contratada, as térmicas que temos no Brasil, como elas estão regionalizadas, como respondem às cargas, já que nós temos os problemas climáticas se agravando. Nós temos que nos antever. Estamos muito atentos. Não podemos cometer nenhum erro no setor elétrico”, disse Silveira à emissora.