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O dólar encerrou a sexta-feira (11) praticamente estável, cotado a R$ 5,548, após um dia de forte volatilidade provocado pelas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Ao longo da sessão, a moeda chegou a atingir a máxima de R$ 5,592 em meio a temores sobre os impactos da tarifa de 50% anunciada pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Apesar do alívio no fim do pregão, a divisa acumulou alta na semana.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 0,4% e fechou aos 136.170 pontos. O desempenho refletiu a cautela dos investidores diante do cenário internacional e da expectativa sobre os desdobramentos da chamada “guerra tarifária”.
No mercado doméstico, o destaque do dia foi a divulgação dos dados do setor de serviços referentes ao mês de maio, que ajudaram a conter parte da pressão cambial ao indicar resiliência da economia brasileira.
Tarifas de Trump ampliam clima de incerteza
A tensão no mercado foi alimentada pela decisão do ex-presidente dos Estados Unidos e pré-candidato à reeleição, Donald Trump, que anunciou nesta semana tarifas de 50% sobre produtos do Brasil, com início previsto para 1º de agosto. A medida, segundo ele, é uma resposta a questões comerciais e políticas envolvendo o governo brasileiro.
Além disso, Trump também anunciou, nesta sexta-feira, uma tarifa de 35% sobre produtos importados do Canadá, acusando o país vizinho de facilitar a entrada de drogas nos Estados Unidos. A decisão foi comunicada por meio da rede social Truth Social e também será aplicada a partir de 1º de agosto.
Em carta enviada ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, o ex-presidente advertiu que novas retaliações tarifárias por parte de Ottawa poderiam resultar em uma elevação ainda maior das tarifas. A mesma ameaça foi dirigida ao Brasil na correspondência enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mercado atento aos próximos passos
Investidores seguem monitorando os desdobramentos das medidas anunciadas por Trump e seus possíveis efeitos sobre as relações comerciais do Brasil e do Canadá com os Estados Unidos. Analistas alertam que a escalada protecionista pode afetar exportações, deteriorar o ambiente econômico e pressionar os mercados emergentes, especialmente em um momento de fragilidade fiscal no Brasil.