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Em meio ao aumento das tensões entre o Brasil e os Estados Unidos, o Ministério da Fazenda afirmou neste sábado (19) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está avaliando a imposição de controles sobre a remessa de dividendos de empresas americanas que operam no país como forma de retaliação às tarifas anunciadas por Washington.
“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, informou a pasta em publicação nas redes sociais.
A declaração ocorre após rumores de que o governo poderia restringir a saída de lucros e dividendos de companhias norte-americanas em resposta à tarifa de 50% que os Estados Unidos decidiram aplicar sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada pela administração do presidente Donald Trump e está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
Apesar do impasse, o Ministério da Fazenda mantém como prioridade a negociação para tentar reverter a decisão. A avaliação interna é de que ainda há margem para diálogo com autoridades norte-americanas, mesmo diante do agravamento da crise diplomática.
Neste sábado, o presidente Lula classificou como “inaceitável” a revogação de vistos de entrada nos Estados Unidos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. A decisão, tomada pelo governo Trump, aumentou ainda mais a tensão entre os dois países.
A negativa de Haddad sobre o controle de dividendos foi revelada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e reafirmada oficialmente nas redes do Ministério da Fazenda. A postura do governo, até o momento, é manter os canais de negociação abertos e evitar medidas que possam escalar ainda mais o conflito comercial e diplomático com os Estados Unidos.