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A Polícia Federal (PF) afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pagou propina a funcionários do Banco Central (BC) para favorecer a instituição financeira. Em decisão judicial desta quarta-feira (4), o afastamento cautelar foi determinado para o ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Sousa e o ex-chefe de departamento Bellini Santana, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. Mendonça divulga a íntegra da decisão que determinou a prisão de Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, os dois receberam dinheiro e vantagens indevidas, incluindo viagens à Disney, e são investigados por suspeita de atuação irregular na supervisão do Banco Master antes da liquidação da instituição. No início de 2026, eles já haviam sido afastados administrativamente de funções no BC, por portarias publicadas no Diário Oficial da União. A decisão judicial agora estende o afastamento cautelar ao âmbito criminal.
A terceira fase da operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a pedido da PF. O despacho indica que Vorcaro emitia “ordens diretas” de intimidação contra pessoas como “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que poderiam prejudicar os interesses do Banco Master. O ministro também apontou que o empresário teve “acesso prévio” a informações relacionadas a diligências investigativas.
Foram presos preventivamente:
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Daniel Vorcaro, líder da organização criminosa;
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Fabiano Zettel, responsável por pagamentos e orientação do núcleo de intimidação;
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Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado investigado por participar do grupo de monitoramento de adversários;
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Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, integrante do grupo informal conhecido como “A Turma”.
Além das prisões, foram autorizadas buscas e apreensões em 15 endereços em São Paulo e Minas Gerais, o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens no valor de até R$ 22 bilhões.
O despacho judicial cita que Belline Santana chegou a realizar reuniões privadas com Vorcaro fora do Banco Central, nas quais:
“foram discutidos temas estratégicos relativos à atuação e ao posicionamento do Banco Master perante a autoridade reguladora”, diz a decisão de Mendonça.
A Operação Compliance Zero segue investigando o suposto esquema de fraudes financeiras e intimidação a críticos do banco, ampliando o alcance das medidas contra os envolvidos.