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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (21) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preparando alternativas para apoiar os setores mais prejudicados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Segundo Haddad, as propostas serão apresentadas ao presidente até o fim desta semana.
“Estamos […] preparando para apresentar esta semana ao presidente quais são as alternativas que temos, tanto em relação à lei da reciprocidade, quanto em relação ao eventual apoio que o presidente queira considerar em relação aos setores mais prejudicados”, declarou o ministro em entrevista à rádio CBN.
O governo americano, liderado por Donald Trump, estabeleceu uma taxa de 50% sobre as importações brasileiras, que deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Questionado sobre a confirmação dessa data, Haddad explicou que o governo trabalha com diversos cenários e que o presidente Lula definirá um plano de contingência conforme os desdobramentos.
“Podemos chegar no dia 1º [de agosto] sem resposta? Esse é um cenário que não podemos, nesse momento, desconsiderar. Estamos considerando, inclusive. Mas não é o único”, afirmou.
O ministro ressaltou ainda que o eventual apoio financeiro ao setor privado afetado poderá ser feito não apenas por meio de recursos diretos do Tesouro, mas também por meio de outras ferramentas, como linhas de crédito. Haddad citou como exemplo a ajuda oferecida ao Rio Grande do Sul durante as enchentes de 2024, quando o governo combinou empréstimos com recursos públicos.
“São cenários e são planos de contingência que contam com combinações diferentes de instrumentos de política econômica”, explicou.
Entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos em 2024 estão o petróleo e o minério de ferro, setores que podem ser especialmente impactados pela tarifa.