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O mercado financeiro brasileiro registrou alta na Bolsa e valorização do dólar frente ao real nesta segunda-feira (15), em um pregão marcado por indicadores econômicos domésticos mais fracos, expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos e um cenário externo relativamente favorável ao risco.
O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,10%, fechando aos 162.536,94 pontos às 17h09, sustentado principalmente por ações de grande peso. Durante o dia, o índice chegou a superar os 162,7 mil pontos. Analistas destacam que o desempenho positivo reflete a percepção de que a desaceleração econômica no Brasil pode abrir espaço para cortes de juros no médio prazo.
Entre os destaques do pregão, ações como Braskem se destacaram entre as maiores altas, enquanto a estatal Petrobras teve desempenho estável, mesmo com o início de uma greve nacional dos petroleiros à meia-noite. A empresa afirmou que adotou planos de contingência e garantiu que não houve impactos à produção ou ao abastecimento.
O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, cotado em R$ 5,423, após oscilar entre R$ 5,381 e R$ 5,425. Segundo especialistas, a valorização da moeda refletiu fatores externos, como a cautela em relação ao crescimento global e às decisões do Federal Reserve (Fed), além de indicadores internos mais fracos.
Entre os dados econômicos domésticos, o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou retração de 0,2% em outubro, tanto na comparação mensal quanto na trimestral, reforçando a percepção de perda de fôlego da economia no início do quarto trimestre. Em contrapartida, o Boletim Focus trouxe leve alívio nas expectativas de inflação, com a projeção do IPCA para 2025 recuando para 4,36%, o que ajudou a sustentar o apetite por ações, especialmente nos setores mais sensíveis a juros.
No exterior, o ambiente foi majoritariamente positivo. Investidores acompanharam declarações de dirigentes do Fed, incluindo Stephen Miran, que afirmou que manter uma política monetária “desnecessariamente restritiva” pode custar empregos, defendendo ritmo mais acelerado de cortes de juros após a recente redução da taxa para a faixa de 3,5% a 3,75%. O posicionamento reforçou apostas de flexibilização monetária nos EUA ao longo de 2026.