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Os preços dos combustíveis voltaram a subir nos postos brasileiros pela terceira semana consecutiva, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A alta ocorre em meio à escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos, que tem impactado diretamente o mercado internacional de petróleo.
De acordo com os dados mais recentes, o preço médio da gasolina passou de R$ 6,46 para R$ 6,65 por litro, uma variação de 2,94% na semana. Já o diesel teve aumento ainda mais expressivo, subindo de R$ 6,80 para R$ 7,26, avanço de 6,76%.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os reajustes acumulados são ainda mais significativos: a gasolina já subiu 5,5%, enquanto o diesel disparou 19,4% nos postos de todo o país.
A ANP informou que intensificou o monitoramento do mercado e notificou a Petrobras para que disponibilize imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de março que haviam sido cancelados. A medida busca evitar desabastecimento e conter a volatilidade dos preços.
Durante evento na Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um estoque regulador de combustíveis pela Petrobras para momentos de crise. Segundo ele, houve frustração com a ausência dessa estratégia por parte da estatal.
“O país precisa estar preparado para enfrentar situações como essa”, afirmou o presidente.
A alta nos combustíveis acompanha o avanço do preço do petróleo no mercado global, que ultrapassou os US$ 115 por barril nos últimos dias, impulsionado pelas tensões geopolíticas.
Um dos principais fatores de preocupação é o Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O local chegou a ser fechado pelo governo iraniano, afetando o fluxo entre grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.
Diante do cenário, a ANP ampliou a fiscalização sobre distribuidoras e postos, com foco especial em São Paulo, maior mercado consumidor do país. A ação busca identificar possíveis aumentos abusivos e garantir o abastecimento.