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O Ministério Público da Audiência Nacional da Espanha decidiu arquivar a denúncia apresentada contra o cantor Julio Iglesias por duas ex-funcionárias, que o acusavam de supostas agressões sexuais e de tráfico de pessoas. A decisão ocorre após o site elDiario.es tornar pública uma investigação que durou três anos sobre os alegados crimes.
Segundo a Promotoria, o arquivamento se deu por falta de jurisdição da Justiça espanhola e, consequentemente, pela ausência de competência da Audiência Nacional para conduzir uma investigação preliminar sobre os fatos denunciados. De acordo com o órgão, os episódios teriam ocorrido na República Dominicana e nas Bahamas, e Iglesias, atualmente com 82 anos, não reside na Espanha nem mantém no país o seu centro de vida, interesses ou atividades, apesar de possuir imóveis em território espanhol.
Na última segunda-feira, o advogado de defesa do cantor, José Antonio Choclán, solicitou formalmente que Julio Iglesias fosse incluído nos autos e pediu o arquivamento do caso justamente pela inexistência de jurisdição espanhola. Na quarta-feira, a defesa também requereu uma cópia da denúncia, pedido que acabou sendo atendido. Embora o elDiario.es tenha publicado os primeiros detalhes da investigação no dia 12 de janeiro, a Promotoria já apurava o caso desde o início do mês.
As duas ex-trabalhadoras — uma empregada doméstica e uma fisioterapeuta — afirmam ter trabalhado para o cantor em 2021, em suas residências na República Dominicana e nas Bahamas. Elas relataram ao elDiario.es que teriam sido vítimas de toques inapropriados, insultos e humilhações durante o período em que prestaram serviço. A investigação foi realizada em parceria com a Univisión. À época, a funcionária mais jovem tinha 22 anos, enquanto Julio Iglesias tinha 77.